Lana Bittencourt ganha compilação da série Maxximum

Lana Bittencourt esteve fora da mídia por décadas, mas voltou a ganhar notoriedade como personagem da peça de teatro em que Diogo Villela interpreta Cauby Peixoto. Uma compilação da série Maxximum (Sony/BMG) se encarrega de jogar luz no passado feliz da cantora, ressaltando o que ela tinha de melhor: uma senhora voz. O repertório foi escolhido a dedo pelo pesquisador Rodrigo Faour, que escreveu a biografia de Cauby em que a peça se baseia. Entre o dramático e o cômico - dependendo da leitura -, Lana canta divinamente canções nacionais e estrangeiras das décadas de 50 e 60, em ritmo de paso-doble (Andalucia), flamenco (Malagueña), bolero (Johnny Guitar, Caminhemos), samba-canção (Se Alguém Telefonar), balada (Ternura), calipso (Little Darlin´), samba (Chorou, Chorou). A internacional Lana mandava ver em várias línguas e viveu seu auge na segunda metade dos anos 50 quanto gravou "Zezé" (Baião Internacional) cantando em português, inglês e francês, e "Summertime", de Gerswhin, em ritmo de rumba. Duas curiosidades do CD são a rara "Longe É o Céu" (1961), de Tom Jobim, e o samba-canção sadomasô "Haja o Que Houver", um mimo kitsch do público gay, que diz: "Bata se quer me bater/ Será pra mim um prazer/ Ajoelhar-me no chão/ Pedindo perdão de um mal que não fiz."

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