Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Lamb of God toca sem sustos no Rock in Rio

Banda americana formada nos anos 1990 se apresentou pela primeira vez no Rio de Janeiro com imagens de guerra no telão

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2015 | 19h23

Pode-se dizer que o fio condutor do palco Sunset nesta quinta-feira, 24, no Rock in Rio, foi uma coisa chamada metalcore, estilo de metal que se alimenta do punk hardcore (mas bem mais do primeiro). O Lamb of God nasceu em Richmond, Virginia, nos anos 1990, vizinhos de uma cena HC muito forte, e trouxe, pela primeira vez ao Rio, seus oito discos na bagagem, incluindo o mais recente, VII: Sturm und Drang.

A banda faz um uso interessante do telão, que exibe imagens de explosões, guerra, filmes de terror e animações sci-fi (e a cena do monge que ateia fogo em si mesmo que estampa o primeiro album do Rage Against The Machine) que obviamente não roubam o protagonismo da música, e especialmente a apresentação raivosa do vocalista Randy Blythe.

Conversando bastante com o público entre as canções, Blythe entrega uma potência vocal de deixar os (muitos) cabelos eriçados. Ele dedicou a música Ruin aos Deftones, banda seguinte do palco Sunset.

O show do Lamb of God começa melhor do que termina: duas músicas antes do fim do show muitos fãs já se direcionavam ao Palco Mundo, talvez prevendo as dificuldades de atravessar a "estreita" Cidade do Rock nesse horário. Isso antes da penúltima música, Redneck, que formou a pedido de Blythe uma roda gigantesca no meio do público. A banda encerrou com Black Label, como sempre faz nas suas apresentações.

PONTO ALTO DO SHOW: uso criativo do telão e a presença de palco envolvente de Randy Blythe.

PONTO BAIXO: O show é uma linha segura e reta, o mesmo do começo ao fim (a exceção é a música Redneck). Talvez por isso muita gente tenha saído antes do fim. Não que quem estava perto do palco se importasse com isso.

MEMBROS QUE JÁ SE LIVRARAM DE PROCESSOS CRIMINAIS: um. Blythe foi preso em 2010 acusado de homicídio após um fã ter caído do palco numa apresentação da banda em 2010 e morrido com a lesão. Ele foi inocentado da acusação.

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