Paul Hackett/Reuters
Paul Hackett/Reuters

Lady Gaga fala sobre prostituição na música 'Government Hooker'

Álbum 'Born This Way' será lançado dia 23

Efe,

18 de maio de 2011 | 11h02

ROMA - A cantora americana Lady Gaga aborda o mundo da prostituição que rodeia os homens poderosos na música Government Hooker, que faz parte de seu novo álbum Born This Way, cujo lançamento será na próxima segunda-feira.

Em entrevista em Cannes (França) publicada nesta quarta-feira, 18, pelo jornal italiano La Repubblica, a cantora falou da intenção que tinha ao tratar desse tema, que na Itália a muitos lembra os escândalos em que se envolveu o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.

"Muitos italianos que conheço encontraram analogias entre os assuntos de vosso primeiro-ministro e a música", disse a cantora, que acrescentou que essa prática sempre foi comum entre aqueles que têm dinheiro e poder.

"Quis mostrar a situação do ponto de vista das mulheres que se prostituem e da capacidade que elas têm de arrebatar um pouco do poder dos homens que as pagam. E me intriga também o fato de que uma prostituta possa se transformar em confidente de políticos que compartilham segredos de Estado com elas", disse Lady Gaga.

"Por trás de um homem sempre há uma grande mulher. Ou talvez haja uma grande prostituta", opinou.

Lady Gaga também falou sobre a música Judas e da polêmica que o conteúdo religioso de seu clipe gerou.

"Ninguém disse que só os sacerdotes e as freiras têm o direito de expressar uma opinião sobre os Evangelhos. O artista tem pleno direito de usar simbolismos religiosos para transmitir uma mensagem", declarou a cantora.

"Meu vídeo fala de perdão, sobre como Jesus perdoou Judas, que tinha lhe traído. Acho estranho que a Igreja tenha se sentido ofendida por este conceito", disse.

A cantora revelou ainda que, apesar da fama e do dinheiro, ela não comprou uma casa e nem um carro novo (apenas um para seus pais) e que usa o dinheiro que ganha para investir em sua carreira.

"Há pouco mais de um mês chorei como uma louca quando, no México, vi um mar de gente diante de mim. Era tudo o que queria da vida. Foi para isso que trabalhei e suei (...). É para isso que serve o dinheiro: para manter longe os tubarões, para nutrir as certezas e alimentar os sonhos", acrescentou.

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