Antonio Cotrim/EFE
Antonio Cotrim/EFE

Lady Gaga encanta o público em Madri

Cantora 'freak' passou pela capital espanhola neste domingo, em show da turnê 'The Monster Ball'

Carlos del Amo, EFE

13 de dezembro de 2010 | 10h00

Com apenas 24 anos, Lady Gaga se transformou, indiscutivelmente, em um dos ícones deste século 21. Neste domingo, a cantora demonstrou em Madri que é a rainha da teatralidade e a principal representante desse eletropop que ela qualifica de "monstruoso" e com o qual deslumbra meio mundo.

O Palácio dos Esportes recebeu a deusa de um Olimpo freak e monstruoso que ela mesma foi criando desde o surgimento em 2008 de seu primeiro álbum The Fame e que coroou com músicas de sucesso como Just Dance, Pokerface e Alejandro.

Um ponto negativo foi uma pequena confusão por causa de ingressos falsos.

Os seguranças do Palácio dos Esportes, principais afetados pela grande aglomeração de público, que obrigou a intervenção policial, falavam de cerca de 4 mil entradas, mas um porta-voz da promotora dos show confirmou à Agência Efe que eram cerca de 300, enquanto lembrava que nunca se deve comprar ingressos em lugares não oficiais.

Stefani Joanne Angelina Germanotta, conhecida como Lady Gaga, com 15 milhões de álbuns vendidos, aos quais é preciso somar a venda de 40 milhões de singles, não desapontou seu público durante as duas horas de show.

Esta nova-iorquina, cantora, compositora, produtora, dançarina e pianista, como herdeira confessa da autêntica rainha do pop, Madonna, é uma mestre da fantasia, da transgressão, da provocação, do culto à imagem e, em resumo, do espetáculo.

Lady Gaga chegou a Madri, após passar por Barcelona e Lisboa, com sua segunda turnê mundial, The Monster Ball Tour, e foi recebida por um público entregue e que a esperava há horas. Alguns até tinham passado a noite nas portas do edifício.

Para começar e após uma introdução visual, Lady Gaga escolheu Dance in the Dark, a primeira música de um repertório no qual não faltaram Glitter and Grease, Just Dance, The Fame, Telephone, Alejandro, Pokerface, Paparazzi e Bad Romance. As quatro últimas foram escolhidas como cereja do bolo para o final do espetáculo.

Todos perguntavam se "Gaga canta de verdade" e a maioria foi ao Palácio de Esportes com a dúvida de se a nova diva do pop era dessas que dissimulam a falta de voz com muita parafernália, mas comprovaram que a nova-iorquina canta mesmo. Vinte dançarinos e músicos a receberam em cena.

Ela mudou de roupa pelo menos 20 vezes e não duvidou em se disfarçar de dominatrix em couro preto e arroxeado, de freira vestida de branco e plástico transparente,como uma boneca inflável com os mamilos cobertos com tirinhas, de madrasta da Branca de Neve, de fada, de heroína atacada por um grande monstro, de mulher galática cristalizada e até enrolada na bandeira da Espanha.

Quanto aos cenários, haviva um pouco de tudo, muita projeção visual que cortava o ritmo do show. Para começar, havia uma paisagem urbana com luzes de neón e um grande carro enguiçado, pelo qual passava o Gaga Express trazendo a diva; uma floresta petrificada ao mais puro estilo Tim Burton; para a música Alejandro, uma grande fonte coroada por um anjo terminava jorrando sangue e, para terminar, Gaga cantou Bad Romance em uma espécie de nave espacial.

O certo é que a rainha do freak e do excesso deu o que seu público esperava: uma boa dose de espetáculo.

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