Kurt Masur faz "viagem sentimental" de volta ao Brasil

O maestro Kurt Masur está no Brasil a trabalho e em férias, ou, como diz, numa "viagem sentimental". Sábado e domingo, ele rege a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), no Teatro Municipal do Rio. No programa, Mozart (Sinfonia nº 4 em Dó Maior) e Bruckner (Sinfonia em Mi Bemol Maior, "Romântica"). Na semana que vem, de segunda a sexta-feira, ele dá master classes para maestros brasileiros e faz mais dois concertos, dia 31 de julho e 2 de agosto, na Sala São Paulo, com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).Mas o regente da Orquestra Nacional da França e ex-diretor da Filarmônica de Nova York está no Brasil desde a semana passada, pois tem aqui fortes ligações afetivas. Aqui, há 30 anos, ele conheceu sua mulher, a cantora e violista Tomoko Masur, então da OSB, e é aqui que ele passa férias. Cada vez que vem ao País, aproveita para conhecer um pouco do Brasil. Desta vez, ele foi às cidades históricas de Minas, comemorar o aniversário de casamento. "Era um sonho da minha mulher e me entusiasmou muito o nível cultural daqueles jovens. Foi uma surpresa agradável", disse Masur, na entrevista coletiva que deu, logo que chegou ao Rio. Os elogios se estendem também à OSB e ao talento dos instrumentistas. Ele vai reger Bruckner, compositor austríaco romântico, a pedido da OSB. Segundo o Masur, só é possível porque os músicos são inteligentes e flexíveis, capazes de entender e executar todos os climas que a sinfonia pede.Em São Paulo, ele se entusiasma com as master classes, que devem reunir oito maestros à frente da Osesp e 30 como ouvintes. Parece ter sido esse o motivo da sua vinda ao Brasil. "Tudo começou com o maestro Roberto Minczuk (seu antigo assistente na Filarmônica de Nova York). Eu o conheci ainda adolescente, extremamente talentoso, na Alemanha e, há dois anos, ele me convenceu a dar aulas para jovens regentes brasileiros. Dos oito que participaram da aula, sete eram muito talentosos. Por isso, estou aqui de volta para conhecer a nova geração", diz Masur, que garante gostar tanto de concertos quanto ensinar seu ofício.

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