Kings of Leon tem produção caprichada em show em São Paulo

Banda americana tocou ao lado de Paramore, MGMT, Skank e Pitty neste sábado, no Campo de Marte

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

02 de novembro de 2014 | 09h36

O público do Circuito Banco do Brasil em São Paulo viu, na noite deste sábado, 1, no Campo de Marte, a família Followill tocar os sucessos do Kings of Leon com uma produção de fazer diretor de arte de Hollywood parecer amador. A força dos discos da banda não vai tanto do estúdio para o palco, mas isso não impediu os cerca de 30 mil fãs no local de se divertirem com as projeções muito bem dirigidas no telão.

Foi um passeio pela discografia dos caras: desde Molly's Chambers, do primeiro álbum, Youth and Young Manhood, de 2003, até Supersoaker, Temple e outras, do Mechanical Bull do ano passado, teve um pouco de tudo.


Mais cedo, os fãs do Paramore fizeram a chuva parar. A presença de palco duvidosa de Hayley Willians não foi um problema para os fãs, bastante animados com os sucessos como The Only Exception e Decode, trilha da saga Crepúsculo.

Na metade do show, a vocalista de cabelo vermelho chamou ao palco uma garota do público - e pouco depois se ouvia o couro "Hayley, eu te amo!". Nada tao rock 'n' roll assim.

No fim da tarde, os fãs enfrentaram os raios e a chuva para aproveitar o show do duo americano MGMT. Mais cedo, Pitty iniciou o festival, seguida pela banda mineira Skank.

O MGMT começou o seu próprio festival eletrônico e psicodélico da turnê do mais recente álbum homônimo, de 2013, perto de 19h30. Mas a chuva começou bem mais cedo: por volta das 17h40, durante o show do Skank, choveu na zona norte o que não chovia há tempos. Capas de chuva eram úteis.

A apresentação da banda mineira agitou o público que resistiu à tempestade. Recheada dos sucessos da virada do século, como Jackie Tequila e Saideira, deu tempo do Skank apresentar o álbum novo, Velocia. O verso "ela me deixou suave" de Ela me Deixou até lembra os refrões inesquecíveis do passado. Um cover de Helter Skelter, da "melhor banda do mundo", segundo Samuel Rosa, com o Cachorro Grande no palco, fez tudo acabar bem.

Entre os shows, filas enormes se formavam nos caixas, nos poucos banheiros e nas barracas de comida e bebida.

Atualizado às 10h56, 3/11.

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