Kings of Leon é destaque da 3.ª noite do Rock in Rio

Com um country rock turbinado, uma espécie de Creedence Clearwater movido a gás sarin, o grupo americano Kings of Leon matou a pau na terceira noite do Rock in Rio Lisboa, na noite de ontem, tocando para a menor platéia do festival até agora, cerca de 40 mil pessoas, segundo a organização.Saídos do prodigioso Tennessee, os irmãos Followill (o cantor Caleb, o baterista Nathan e o baixista Jared) deram mais um pouco de autenticidade indie ao megafestival, que aposta basicamente em atrações consagradas para firmar-se na Europa. Ao contrário de boa parte do rock americano mais moderninho, que volta suas costas para bandas como Allman Brothers, o Kings of Leon os abraça, e demonstra peso e energia de sobra, além de um pouco de atitude de troco, que é essencial.Blasé até a raiz do seu cabelo sixties, o vocalista (e bom guitarrista) Caleb (um clone do ator Ashton Kutcher, também apresentador do Punk´d da MTV) encara o público com jeitão desafiador, do tipo não estou nem aí. Anuncia as músicas de um jeito incompreensível, como Brad Pitt no papel de um cigano no filme Porcos e Diamantes. Na hora de cantar, no entanto, dá sangue na trituração de músicas como Wasted Time e The Long Run. Ao lado dos australianos do Jet, são até agora a melhor novidade do Rock in Rio Lisboa.

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