Kings of Leon é a principal atração de festival em São Paulo

Banda mostra hits e novo álbum com truques tecnológicos

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2014 | 03h00

Há uns 20 anos, o núcleo central do grupo familiar Kings of Leon (formado pelos irmãos Caleb, Jared, Nathan Followill e pelo primo Matthew, guitarrista) tinha como rotina de vida cruzar os Estados de Oklahoma e Kentucky a bordo de um velho Oldsmobile, acompanhando o pai, um pastor pentecostal, em suas pregações.

Após explodir na cena musical com um southern rock modernizado, tudo mudou: em menos de 5 anos, varavam o mundo todo em um jato próprio, frequentavam as colunas sociais em casos ruidosos com supermodelos e quebravam costelas em brigas fraticidas furiosas. Já vieram ao País diversas vezes, e estão agora de volta para o festival Circuito Banco do Brasil, em 1.º de novembro, no Campo de Marte, às 22h30. O show é o do disco mais recente, Mechanical Bull. O guitarrista do grupo, Matthew Followill, falou ao Estado sobre a nova aventura sul-americana do grupo.

“Nunca estivemos à beira da separação como andaram dizendo. Eles, os irmãos, brigam bastante, como todos irmãos. Mas logo fazem as pazes. Honestamente, os tabloides publicam coisas que servem para alimentar seu faturamento, e as fofocas ganham destaque com os haters, na internet. Eu, pessoalmente, passo a maior parte do meu tempo, quando não estou em turnê, na minha casa, com meus filhos, meus cachorros, relaxando. Gosto de estar em casa, não sou um festeiro”, diz Matthew. “Quando fizemos nosso primeiro disco, tínhamos em torno de 18 anos. Não sabíamos muito sobre produção, sobre o mundo da música. Mas não sei se faríamos diferente hoje se a gente pudesse voltar atrás. Nós fomos felizes nessa trajetória, nos divertimos muito.”

De qualquer modo, o lado dândi da trupe dos Followill profissionalizou-se. Poucos dias antes da entrevista, eles realizaram a segunda edição do seu Music, Food, & Wine Festival, em Nashville, sua cidade natal e que mantêm como base. Este ano, além da comida e do vinho, tiveram shows de Charles Kelley (do Lady Antebellum), Hunter Hayes, Jamey Johnson, Michael McDonald, Ashley Monroe, Phosphorescent e Brendan Benson.

“É realizado durante um fim de semana. Convidamos os melhores chefs, e nós ajudamos a produzir e tocamos durante uma noite. Jared entende de gastronomia, mas eu não sou um entendido em comida, Gosto mesmo é de comer. E eles gostam mais de cerveja, eu prefiro um vinho”, contou o guitarrista. Ele diz que Nashville, hoje, ultrapassa a vocação de meca da música country e abriga todo tipo de som. “Cresceu muito, e é cool para um país ter uma cidade com essa vocação. De vez em quando, vejo por lá o Jack White ou o Dan Auerbach (os dois guitarristas vivem em Nashville), mas não temos contato”, conta.

O tamanho da banda foi inflando conforme ia crescendo a idolatria, hoje bastante consolidada em todo o mundo. Acostumada a estádios, eles incluíram truques pirotécnicos e vídeos especiais para as faixas novas mais destacadas, como Supersoaker.

O repertório passa também pelos hits mais destacados da carreira, dos álbuns Aha Shake Heartbreak e Only by the Night. “Às vezes, sinto falta dos shows menores. Mas, de vez em quando, a gente ainda faz concertos para 200, 300 pessoas. Eu gosto dos estádios, acho que são espetáculos muito divertidos para todo mundo, são mais democráticos, ninguém fica de fora. Mas, de vez em quando, precisa voltar às plateias menores”, diz Followill.

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