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Keith Moon, do Who, é o melhor baterista da História, diz a Revista 'Q'

Segundo a Revista, Moon mudou o papel da bateria, antes um mero acompanhamento nos grupos de música

Efe,

08 de janeiro de 2011 | 20h37

Keith Moon, o desaparecido componente dos míticos Who, é o melhor baterista da História, segundo a lista dos "10 destaques" elaborada pela Revista musical Q.

 

Moon, morto aos 32 anos por causa dos excessos com álcool, foi o melhor, segundo esta Revista, porque mudou o papel das baterias que eram mero acompanhamento nos grupos de música.

 

"Ele pôs fim a essa convenção com uma combinação de sentido selvagem da teatralidade, um hedonismo desenfreado e o estilo de um ritmo incontível que impulsionou My Generation (o álbum de estreia da banda britânica, gravado e publicado em 1965)", assinala a Q.

 

Apesar de sua morte precoce, a revista musical afirma que a lenda de Moon "segue viva, graças a incidentes de estilo como quando detonou fogos de artifício em sua bateria em um programa de televisão transmito ao vivo nos Estados Unidos".

 

A lista dos dez é completada na ordem por Stewart Copeland (The Police), Neil Peart (Rush), Lowell "Sly" Dunbar (Peter Tosh e The Mighty Diamonds), Joey Jordison (Slipknot), John Bonham (Led Zeppelin), Moe Tucker (The Velvet Underground), Ahmir Thompson (The Roots), Matt Helders (Arctic Monkeys) e Reni (The Stone Roses).

 

Sobre De Copeland a Revista destaca que "ainda que parecesse um treinador de tênis em seu tempo livre", teve muito a ver com o The Police passar "do circuito do punk em Londres para o mundial". "Ainda que as músicas que levasse em sua mente tivessem um gosto duvidoso, não há dúvidas sobre sua técnica e entusiasmo contagioso", disse.

 

A Peart cabe o papel do principal autor das canções do Rush, contradizendo uma brincadeira habitual das bandas de música que diz: "Quem é o último que quer ouvir um grupo de sua bateria?: Querem que ensaiem uma de minhas canções?"

 

Dunbar é incluído por "haver reinventado o reggae jamaicano", Jordison por "haver levado os solos de bateria a lugares não experimentados previamente", Bonham "por seus intensos solos de 15 minutos" e Tucker, não somente por ser a única mulher da lista, senão por posar "um estilo tão pouco convencional como sua aparência andrógina".

 

De Thompson se destaca por "oferecer o melhor do hip hop" e de Helders, que "tem uma energia autodidata", enquanto que de Reni "poderia tocar qualquer coisa, desde a música pop de garagem dos anos 60, até o rock mais psicodélico".

 

Entre tantos elogios, Q também introduz uma ácida crítica ao que qualifica como "o pior baterista" da História, "reconhecimento" que recai em Tommy Lee, o midiático membro dos Motley Crue.

 

"Mais conhecido por suas travessuras fora do cenário, Tommy Lee mascarava suas evidentes limitações com carisma, caos e ridículos solos de bateria. Ao menos, agora pode rir de si mesmo. Um recente clipe da internet o mostra 'tocando' nos peitos de um grupo de modelos de biquíni", indica a revista.

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