Kathleen Battle canta e fala de suas influências no Rio

Soprano americana afirma em entrevista exclusiva ao 'Estado' que diversidade é o que define o cantor

João Luiz Sampaio, enviado especial,

17 de maio de 2008 | 14h04

"A diversidade de influências é o que define o cantor. É na maneira de reunir estilos, épocas e gêneros que encontramos os aspectos únicos de uma voz." Assim a soprano norte-americana Kathleen Battle definiu suas origens como cantora, na manhã deste sábado, 17, em entrevista ao Estado. Kathleen está no Rio, onde fez na sexta sua primeira apresentação na cidade, ao lado da Sinfônica Brasileira.   "Cresci ouvindo música country com meus pais, música gospel na igreja, R&B com meus irmãos e, aos 13 anos, quando comecei a estudar piano, passei a conhecer a música clássica. Não acho que um desses elementos tenha sido decisivo na minha carreira. Todos eles foram fundamentais no processo de encontrar a minha própria voz", disse a soprano, que não respondeu perguntas sobre seu famoso "temperamento difícil", que a afastou de muitos dos principais teatros mundo afora, como o Metropolitan de Nova York.   Essa ausência dos palcos se faz sentir na sua voz. Ela começou o programa de ontem com a interpretação de duas árias de ópera, Una Voce Poco Fa, de Rossini; e O Mio Babbino Caro, de Puccini. Em seguida, cantou Melodia Sentimental, de Villa-Lobos, e "Elegia", de Granados. O ponto alto da noite foi Azulão, de Jayme Ovalle, em que ela dividiu o palco com o Coro Infantil da UFRJ. Para encerrar, uma seleção de spirituals.   A voz já perdeu um pouco da agilidade e da clareza nas articulações e, em muitos momentos, a intenção se sobrepõe à técnica. O timbre doce e delicado do início da carreira, no entanto, ainda está lá, com efeitos muito bonitos nas regiões mais agudas e, em especial, nos spirituals. Battle volta a se apresentar na segunda com a Sinfônica Brasileira.

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