Justice foi destaque absoluto em festival no Anhembi

Dupla francesa animou o Anhembi com eletrônica pesada e obscura. Digitalism deixou a desejar

Marcus Vinícius Brasil,

28 de setembro de 2008 | 15h19

Terminou na manhã deste domingo a 9º edição do festival de música eletrônica Skol Beats. O evento foi realizado no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, e reuniu alguns dos artistas mais incensados da cena nacional e internacional. O destaque foi a apresentação da dupla francesa Justice, que tocou no palco principal às 23h do sábado.   O duo tocou músicas de seu álbum de estréia, Cross. Do alto de uma parede de amplificadores luminosos, com uma enorme cruz ao centro, Gaspard Augé e Xavier de Rosnay tocaram hinos conhecidos do público. Pouco antes da metade do show a multidão já estava rendida à eletrônica pesada e ruidosa dos franceses. Encerraram misturando a apoteótica Waters of Nazareth com We Are You Friends. D.A.N.C.E., seu maior hit, também foi parte da lista de faixas.   O Digitalism, dupla alemã anunciada como uma das principais atrações, entrou com cerca de meia hora de atraso, às 3h30 da madrugada. Apesar de toda a demora na instalação do cenário hi-tech, com telão e muitas luzes, o show morno não convenceu quem esperava desde as 3 horas da madrugada pelo começo do som.    Jens Moelle e Ismail Tuefekci tocaram principalmente material do seu álbum de estréia, Idealism, e tiveram de se esforçar muito para animar a platéia. Não foram poucas as vezes em que os alemães incitaram o público a "mexer o traseiro", em inglês de sotaque arrastado, entre uma música e outra. Em resposta, a multidão se restringiu a responder os apelos com gritos tímidos de apoio.   Apesar de o Skol Beats ter sido marcado por muitas atrações que misturaram rock com música eletrônica, a maior parte da escalação ainda foi dedicada aos artistas que dispensam o som de guitarras. Como é de praxe no festival, as tendas continuaram sendo responsáveis pela maior concentração – e aperto – do público.   Dubfire, metade da dupla de house Deep Dish, foi o principal destaque da Tenda Skol – a mais distante do palco principal. Ao contrário do som que tornou seu antigo duo famoso, o DJ fugiu do lado mais pop da eletrônica.   Tocou faixas hipnóticas e minimalistas, compassadas por bumbos em ritmo de bate-estaca. Dubfire tocou por cerca de duas horas e segurou o público firme até a última música.   No mesmo local ainda se apresentaram o francês Agoria e os brasileiros Anderson Noise e Murphy – que encerrou a escalação por ali.   Na Tenda Terra, dedicada à house, Miguel Migs foi o DJ mais esperado por aqueles que acompanham o gênero desde meados dos anos 80. Migs tocou para um público minguado, se comparado com o da Tenda Skol, mas fez a alegria de quem estava à procura de um som mais leve para aliviar a cabeça.   O produtor paulistano Gui Boratto encerrou o festival no palco principal. Por ali, também se apresentaram ao longo da noite o DJ Marky e o holandês Armin Van Buuren - um dos mais populares do mundo.

Mais conteúdo sobre:
Skol BeatsMúsica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.