Justiça italiana investiga segundo testamento de Pavarotti

Ministério Público investigará as condições do tenor quando redigiu seu último testamento, em 29 de julho

Efe,

23 Outubro 2007 | 12h00

A Justiça da Itália abriu uma investigação sobre o segundo testamento de Luciano Pavarotti sob a hipótese de o documento ter sido redigido quando o tenor não estava em plenas faculdades físicas e mentais.   O jornal Quotidiano Nazionale informou na edição desta terça, 23, que o Ministério Público investigará as condições de Pavarotti quando redigiu seu último testamento, em 29 de julho. No documento, o cantor emendava um primeiro testamento feito em 13 de junho deste mesmo ano, com a criação de um "truste" - um tipo de fideicomisso - para seus bens nos Estados Unidos, cuja gestão ficaria a cargo de sua esposa, Nicoletta Mantovani.   Pavarotti possuía três apartamentos em um edifício do bairro do Upper East Side de Nova York, com vista para o Central Park, avaliados em US$ 100 milhões (R$ 200 milhões) , segundo os veículos de comunicação italianos.   O tenor, que morreu em 6 de setembro em função de um câncer no pâncreas, tinha sido operado nos EUA em julho de 2006. Em 8 de agosto, ele foi internado no Hospital Policlínico de Módena, no norte da Itália, de onde recebeu alta 17 dias depois.   A promotoria reuniu todos os artigos de imprensa com as entrevistas do tabelião que autenticou os testamentos, nas quais declarava que o último documento "tinha sido escrito completamente pelos advogados da família e que, apesar do desacordo em vários pontos, mandaram que nada fosse mudado".   No testamento principal de 13 de junho, como estabelece a lei italiana, Pavarotti deixou 50% da herança dividida em partes iguais para as quatro filhas (três do primeiro casamento e a última, Alice, da união com Mantovani), e 25% para sua viúva.     Os 25% restantes, que o tenor podia decidir a quem destinar, também foram atribuídos a Mantovani, o que fez da viúva sua herdeira universal com 50% do patrimônio de Pavarotti.   As determinações do testamento de julho sobre os bens americanos causaram uma surpresa na família. O advogado Fabrizio Corsini, que representa as três filhas do primeiro casamento de Pavarotti, disse que estudaria "se, como parece, representou um dano grave a herança" de suas clientes. Por enquanto, as três filhas do tenor não apresentaram qualquer recurso legal.   O jornal La Repubblica publicou dias atrás que Pavarotti tinha acumulado dívidas de 18 milhões de euros. Uma de suas contas mostrava saldo negativo de 11 milhões de euros e havia uma hipoteca de 7 milhões de euros.   O tabelião Girgio Cariani não confirmou estas informações e destacou que por enquanto estão apenas no início do inventário dos bens do tenor.

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