Júri vê revistas com digitais do acusador de Jackson

Os promotores do caso em que Michael Jackson é acusado de abuso sexual mostraram hoje ao júri impressões digitais que eles dizem terem sido deixadas por Jackson e seu acusador em uma revista com conteúdo de sexo explícito encontrada na casa do cantor.A revista, chamada Hustler Barely Legal Hardcore, data de outubro de 2000 e tinha a marca do dedão esquerdo de Jackson na página 54 e três impressões do acusador, na página 92, de acordo com Robert Spinner, funcionário aposentado da unidade forense do Condado de Santa Bárbara, que testemunhou hoje.Uma digital do acusador também foi encontrada em uma cópia de setembro de 1993 da revista Visions of Fantasy Sam and Jose´s Black Starlett, enquanto outra foi encontrada em um calendário de vídeos adultos, disse Spinner. As digitais do irmão do acusador foram encontradas em uma edição de dezembro 2000 da revista Finally Legal e 12 digitais de Jackson foram encontradas em outras revistas que não tinham as digitais de nenhum dos garotos, disse. As digitais dos garotos foram encontradas em revistas retiradas de um mala que os investigadores encontraram no banheiro do quarto de Jackson.Jackson, de 46 anos, é acusado de abusar sexualmente do menino, na época com 13 anos, entre fevereiro e março de 2003, em seu rancho Neverland, além de dar-lhe bebidas alcoólicas e conspirar para manter a família dele presa, para poder produzir um vídeo de reconstrução de sua imagem, abalada após a exibição do documentário Vivendo com Michael Jackson, em que ele aparece de mãos dadas com seu acusador e diz que gosta de dividir a cama com crianças. O juiz da corte superior Rodney Melville encerrou a sessão de hoje 15 minutos mais cedo, antes que os advogados de defesa de Jackson começassem a interrogar a testemunha. O julgamento será reiniciado na segunda-feira.As provas com as impressões digitais foram apresentadas depois de um testemunho sobre análises e o manuseio das várias revistas pornográficas encontradas em Neverland.A defesa argumenta que o teste das digitais foi feito meses depois de as provas terem sido encontradas. Os advogados de Jackson questionaram a legitimidade das provas. Alicia Romero, que supervisiona a exibição das provas na corte, testemunhou que ela e outro funcionário manusearam os itens sem usarem luvas. Ela disse ter monitorado todos que olharam as provas, inclusive os advogados de defesa e um detetive, e que todos usaram luvas.Timothy Sutcliffe, um especialista forense, disse que as etiquetas em duas digitais estavam trocadas. A técnica em impressões digitais Nancy Torres disse que estava em treinamento quando ajudou a usar um aparelho para processar as digitais do caso, que ela disse ter sido o único em que trabalhou. Ainda hoje, o advogado de defesa de Jackson Brian Oxman voltou à corte hoje depois de passar mal esta semana e ser hospitalizado para tratamento de pneumonia. Jackson e sua mãe, Katherine, abraçaram Oxman quando ele entrou no tribunal.

Agencia Estado,

25 de março de 2005 | 21h45

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