Júri define candidatos ao Prêmio Carlos Gomes

Já estão definidos os 30 nomes que disputarão o Prêmio Carlos Gomes de Música Erudita deste ano. São três indicados para cada uma das 11 categorias. No fim do mês, um colegiado formado por 60 pessoas, entre jornalistas, músicos, professores e personalidades do mundo musical, vai definir o resultado, que será anunciado no início de outubro em cerimônia na Sala São Paulo.Entre os solistas instrumentais, foram indicados o violoncelista Antonio Meneses, que lançou disco com as suítes de Bach, tema de concerto realizado no Cultura Artística; o violonista Fábio Zanon, cuja atuação no último incluiu desde obras de Villa-Lobos até a estréia de autores brasileiros; e a cravista Rosana Lanzelotte que, além de solista, desenvolve importante trabalho de pesquisa de música barroca. Já entre os pianistas, os concorrentes são Arnaldo Cohen que fez belo ciclo Liszt no Rio; Eduardo Monteiro, que já fora premiado como revelação; e Lais de Souza Brasil, grande intérprete da obra de Camargo Guarnieri. Entre os grupos de câmara, dois aniversariantes: o Trio Brasileiro, que completa 30 anos, e o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, com 70. Completa a lista da categoria a recém-criada Bachiana Chamber Orchestra, de João Carlos Martins. Na categoria de melhor orquestra ou conjunto instrumental, foram indicados a Sinfônica do Estado de São Paulo, dirigida pelo maestro John Neschling, a Sinfônica da USP, de Carlos Moreno, e a Orquestra Acadêmica do Festival de Inverno de Campos do Jordão, regida por Roberto Minczuk e Kurt Masur. O destaque vocal masculino será escolhido entre o baixo José Gallisa, o barítono Rodrigo Esteves e o baixo-barítono Stephen Bronk. Entre as mulheres, as meio-sopranos Celine Imbert e Ednéia de Oliveira e a soprano Eiko Senda. Ainda na ópera, a categoria Universo da Ópera contemplou o Festival Amazonas, o produtor e diretor Cléber Papa e o diretor teatral, que por muitos anos se dedicou ao gênero operístico Gianni Ratto. Três indicados também para a categoria Espetáculo do Ano: o ciclo do Anel do Nibelungo, de Wagner, produzido pela primeira vez por um teatro brasileiro, o Teatro Amazonas, em Manaus; a ópera Bug Jargal, de Gama Malcher, recuperada após 115 anos pelo Teatro da Paz, em Belém; e a apresentação da Sinfonia Turangalila, de Messiaen, pela Osesp. A soprano Márcia Guimarães, o baixo Sávio Sperandio e o compositor André Mehmari brigam pelo troféu de revelação. Há ainda dois prêmios especiais: a CPFL, o BankBoston e o Bradesco concorrem ao prêmio José Ermírio de Moraes de Patrocínio Musical. O Festival Música Nova, o Festival de Campos e a Revista Concerto são as opções para o Troféu Guarany.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2005 | 13h19

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