Irfhan Khan/ Reuters
Irfhan Khan/ Reuters

Julgamento do médico de Michael Jackson começa nesta terça-feira

Conrad Murray é acusado de causar a morte do cantor pop; pena pode chegar a 4 anos de prisão

ALEX DOBUZINSKIS, REUTERS

27 de setembro de 2011 | 10h15

Mais de dois anos depois da parada cardíaca que matou Michael Jackson, o médico que o atendia começará na terça-feira a ser julgado pela acusação de homicídio culposo.

O julgamento de Conrad Murray deve revelar ao público como foram os últimos dias do "Rei do Pop", que na época tinha 50 anos e ensaiava para uma série de shows com os quais pretendia relançar sua carreira, abalada por acusações - depois retiradas - de pedofilia apresentadas em 2005.

Jackson morreu por causa de uma overdose de anestésicos e sedativos. Promotores dizem que Murray foi negligente ao administrar as drogas ao seu paciente sem monitorá-lo adequadamente. O médico se diz inocente, e sua defesa deve alegar que foi o próprio Jackson quem se administrou a dose letal de propofol, provavelmente por via oral, num momento em que o réu havia saído do quarto, na mansão do cantor em Los Angeles.

Os pais de Jackson, suas irmãs Janet e La Toya e outros familiares devem assistir ao julgamento, que irá até o final de outubro, com transmissão ao vivo pela TV.

Murray pode ser condenado a quatro anos de prisão.

Em uma audiência a portas fechadas na segunda-feira, Ed Chernoff, advogado de Murray, disse que Jackson estava "desesperado" na época da sua morte. "Achamos que Michael Jackson se envolveu em certos atos que acabaram com a sua própria vida", disse Chernoff, segundo as notas taquigráficas da sessão.

Entre as testemunhas convocadas no caso devem estar os paramédicos que levaram Jackson ao hospital, especialistas médicos, o coreógrafo de Jackson e namoradas de Murray.

O célebre advogado Mark Geragos, que no passado advogou para o cantor, disse que Paris Jackson, de 13 anos, filha dele, também pode ser intimada a depor.

"Ela não só tem coisas a dizer, como pode dizer de forma convincente," disse Geragos à Reuters. A menina estava na mansão no momento em que o cantor parou de respirar.

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