Julgamento de Michael Jackson é marcado para setembro

O juiz do caso em que Michael Jackson é acusado de abuso sexual de menores marcou hoje uma data provisória para o julgamento, 13 de setembro, e ouviu os argumentos para reduzir a fiança do pop star, mas não deu nenhum parecer. Jackson não estava no tribunal e poucos fãs apareceram para a audiência. O advogado de defesa do cantor, Thomas Mesereau Jr., não concordou com a data do julgamento, dizendo que a promotoria não havia mostrado todas as provas para a defesa. Mesereau disse que os promotores tinham discutido os exames forenses, mas não disponibilizaram o que estava sendo testado ou como os testes estavam sendo feitos, para que a defesa pudesse decidir se aceitaria os exames. O juiz da Corte Superior, Rodney S. Melville, disse saber que a data do julgamento poderá ser mudada, mas que queria estabelecer uma meta. Na discussão sobre a redução da fiança de Jackson de US$ 3 milhões, Mesereau destacou as contribuições para caridade de seu cliente, a ficha criminal limpa e diversos empreendimentos imóveis no Condado de Santa Bárbara, inclusive o Rancho Neverland. Ele disse que a gravidade do crime de que Jackson é acusado, comparada aos valores de fiança de outros crimes, sugere que a fiança do cantor deve ficar em, no máximo, US$ 435 mil. O promotor Ron Zonen destacou que a fiança geralmente é muito maior que o total dos bens do acusado e que a fiança de Jackson, um auto-declarado bilionário, se resume a uma pequena parte de sua propriedade, ?não é nada perto do que ele deve gastar em um fim de semana em Las Vegas.? A acusação disse que uma fiança alta era necessária para assegurar que Jackson não fuja do país. ?O senhor Jackson é popular e adorado em muitos países da Europa, do Oriente e da África. Muitos desses países não têm tratados de extradição com os Estados Unidos?, disseram os promotores em petição divulgada segunda-feira. Jackson, de 45 anos, se declarou inocente de todas as acusações (a href=http://www.estadao.com.br/divirtase/noticias/2004/abr/30/90.htm>leia aqui), em audiência no dia 30 de abril. A defesa quer acesso a cerca de 400 itens coletados pelos promotores e a transcrições de entrevistas com dezenas de testemunhas. A petição, publicada ontem, pedia a intervenção do juiz para assegurar que a defesa consiga examinar as provas. A acusação quer manter em segredo uma moção acusando alguém de desrespeito à corte. O advogado de dois ex-empregados de Jackson, Joseph Tacopina, acredita que os indiciados serão seus clientes, Vincent Amen, que trabalhava na produtora de Jackson, e Frank Tyson, um assessor do cantor, porque ele os proibiu de se apresentar ao grande júri, pois considerou os procedimentos injustos. Para Tacopina, os promotores vão acusar Tyson, de 23 anos, de ameaçar matar o irmão mais novo do garoto que alega ter sido vítima de Jackson, caso ele contasse que o cantor tinha dado álcool ao menino. O advogado também acha que Amen, de 24 anos, será acusado de prender a família do menino na propriedade de Jackson, Neverland, contra a vontade.

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