Juiz rejeita provas contra Michael Jackson

O juiz que preside o julgamento de Michael Jackson, acusado de abusar sexualmente de um garoto de 13 anos, proibiu os advogados da acusação de mostrarem aos jurados imagens pornográficas armazenadas no computador do cantor. O juiz Rodney Melville disse que o material não deve ser usado como prova no julgamento porque não é da época em que teria ocorrido o suposto abuso e que era impossível saber quem havia visto as imagens.Jackson responde as dez acusações e se diz inocente de todas elas. Ainda ontem, um dos advogados do cantor foi levado ao hospital depois de desmaiar no tribunal. Brian Oxman foi transportado em uma maca por paramédicos depois que se sentiu mal. Michael Jackson, por outro lado, pareceu mais disposto nesta quarta-feira. Dois dias depois de chegar alguns minutos depois da hora marcada, e causar um atraso de 45 minutos na audiência, por causa de uma forte dor nas costas, o cantor entrou no tribunal sem ajuda de ninguém, acenando para os fãs que o esperavam com gritos de "Amamos você, Michael".A acusação queria que o júri visse cerca de 1,7 mil imagens pornográficas encontradas no computador do artista, com o argumento de que elas fornecem "poderosa corroboração" das acusações feitas contra Jackson. Segundo os advogados do cantor, as imagens foram guardadas entre 1998 e 2003 e incluem várias fotografias de adolescentes. Já a defesa diz que as imagens são irrelevantes e alega que elas não foram carregadas ou salvas diretamente do computador, e sim "captadas" numa busca. Além disso, dizem, o material é todo heterossexual.Jackson, de 46 anos, é acusado de abusar de Gavin Arvizo, atualmente com 15 anos, em seu rancho Neverland, entre fevereiro e março de 2003. Os promotores afirmam que Jackson mostrou material pornográfico a seu acusador e ao irmão dele, quando estiveram em Neverland.

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