Juiz nega indenização a ex-baixista de Bob Marley

Um juiz britânico negou o pagamento de uma indenização ao ex-baxista de Bob Marley, Aston "Familyman" Barrett, que pedia 90 milhões de euros aos herdeiros do cantor de reggae e à gravadora Island, afirmando que estes lhe deviam direitos autorais que nunca foram pagos. Barrett havia entrado com uma ação junto à Alta Corte de Londres dizendo que ele e seu irmão, o baterista dos Wailers, Carlton Barrett, assassinado em 1985, não receberam a quantia que lhes cabe em direitos autorais desde a morte de Bob Marley, em 1981. Barrett disse que Marley - que não deixou testamento - prometeu a ele e a Carlton a partilha dos direitos sobre os álbuns de grande sucesso em que os Wailers tocaram, como "Rastaman Vibrations" e "Exodus". Para o baixista, ele e o irmão tiveram participação decisiva na criação do "som" que levou Bob Marley ao sucesso. No entanto, o juiz determinou que um acordo assinado em 1994 entre a gravadora e a família Marley estabelecia que Barrett havia renunciado ao pagamento de direitos autorais, tendo recebido centenas de milhões de dólares na ocasião pelo acordo. Em um comunicado divulgado após a decisão, a família de Bob Marley disse estar "muito feliz" com o resultado. De acordo com o comunicado, "Aston Barrett insistiu nesta penosa e custosa ação nos últimos quatro anos" e, na realidade, ela "já havia sido resolvida em 1994. A Família Marley está satisfeita que o pedido tenha sido negado por completo. Foi difícil ouvir Aston Barrett reduzir seu amigo Bob a uma pessoa que pensava mais em jogar futebol do que em fazer música. É bom ver que temos razão".

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