Juiz libera apenas uma pessoa do júri de Jackson

Michael Jackson ficou de pé e sorriu enquanto via os primeiros potenciais jurados de seu julgamento - um grupo dividido entre aqueles que querem decidir o destino do astro pop e aqueles que querem fugir do júri do que está sendo chamado de "o julgamento do século". Jackson, todo vestido de branco, ficou de pé enquanto dois grupos de candidatos ao júri - 150 pela manhã e 150 à tarde - encheram a sala do tribunal, ontem. O cantor, seus advogados e os promotores ficaram em silêncio, enquanto o juiz Rodney S. Melville interrogou os candidatos a jurados sobre o trabalhoO cantor, de 46 anos, é acusado de abusar de um garoto e fornecer-lhe bebidas alcoólicas em seu rancho Neverland. Ele também é acusado de conspiração e de manter o garoto e a família dele presos.No final do dia, Melville listou 138 pessoas que pediram para serem liberadas do julgamento, mas apenas uma delas conseguiu: uma mulher grávida de oito meses. "Está certo, primeira a ser deferida", disse o juiz.Outras 300 pessoas serão ouvidas hoje, seguidas por mais 150 amanhã. Aqueles que não forem imediatamente liberados terão de preencher questionários para serem estudados pelos advogados antes do interrogatório individual que acontecerá depois. Além dos 12 jurados, Melville quer oito reservas.Fora da corte, vários de fãs de todo o mundo gritavam palavras de apoio ao cantor, alguns vestidos como o astro. Havia também pessoas que apoiavam a suposta vítima de Jackson. Grades de segurança foram instaladas para separar os fãs de Jackson, diferente do que ocorreu no ano passado, quando 1.500 pessoas que esperam o cantor viram Jackson subir em um carro e dançar para os fãs. O alvo da ira dos fãs, o promotor distrital de Santa Barbara Tom Sneddon, não compareceu à corte ontem. Melville disse aos grupos de potenciais jurados que eles vão precisar servir por cerca de seis meses e que essa é uma tarefa importante. A maior parte dos candidatos é branca. Cerca de um quarto parecia ser de origem hispânica e poucos eram negros.

Agencia Estado,

01 de fevereiro de 2005 | 12h46

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