Fabrizio Bensch/Reuters
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Juiz dos EUA ordena que Ed Sheeran responda a acusação de plagiar Marvin Gaye

Foi rejeitado pedido de suspensão de processo no qual o britânico é acusado de copiar o clássico 'Let’s Get It On' no hit 'Thinking Out Loud', de 2014

Jonathan Stempel, Reuters

03 Janeiro 2019 | 23h09

NOVA YORK - Um juiz dos Estados Unidos rejeitou um recurso do compositor britânico Ed Sheeran, que pedia a suspensão de um processo no qual é acusado de plagiar o clássico Let’s Get It On, gravado em 1973 por Marvin Gaye, na produção do hit Thinking Out Loud, de 2014.

Em uma decisão divulgada nesta quinta-feira, o juiz distrital Louis Stanton, de Manhattan, determinou que um júri decida se Sheeran e as gravadoras Sony/ATV Music e Atlantic Records devem ser considerados culpados em relação ao espólio e aos herdeiros do produtor Ed Townsend, coautor de Let’s Get It On.

O juiz entendeu haver “similaridades substanciais entre diversos elementos musicais das duas obras”, incluindo suas linhas de baixo e a percussão, e disse estar em discussão se a harmonia de Let’s Get It On é demasiada comum para merecer proteção autoral.

O magistrado também disse que podem perceber o “apelo estético” das músicas como sendo o mesmo, apesar dos argumentos da defesa de Sheeran, segundo os quais Thinking Out Loud é caracterizada por “tons sombrios e melancólicos, abordando o amor romântico duradouro”, enquanto Let’s Get It On foi um “hino sexual” irradiante de emoções positivas.

Os jurados “podem ficar impressionados com a gravação de uma apresentação de Sheeran que mostra ele transitando entre as músicas imperceptivelmente”, escreveu o juiz, cuja decisão foi assinada na quarta-feira.

Sheeran nega ter copiado Marvin Gaye.

Os representantes de Sheeran e da Atlantic não responderam de imediato a pedidos de comentário. Paul Williams, porta-voz da Sony/ATV, não quis comentar.

Pat Frank, advogado responsável por abrir o processo, disse que seus clientes esperam pelo dia em que “essa questão será julgada” em um tribunal.

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