Acervo Estadão
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Jorginho do Pandeiro morre no Rio aos 86 anos

Músico foi vítima de uma infecção urinária

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2017 | 18h47

RIO - Figura lendária do chorinho, o músico Jorge José da Silva, conhecido como Jorginho do Pandeiro, morreu nesta quinta-feira, 6, aos 86 anos, vítima de uma infecção urinária que gerou complicações. Ele integrava o conjunto Época de Ouro, fundado por Jacob do Bandolim.

Integrante de uma família de músicos cariocas - o irmão, Dino Sete Cordas (1918-2006), foi um dos mais respeitados violonistas brasileiros -, Jorge começou a tocar pandeiro aos 6 anos. Aos 14 começou a carreira profissional, passando a integrar o conjunto do violonista Ademar Nunes na Rádio Tamoio, no Rio. Depois integrou diversas orquestras e conjuntos regionais famosos no rádio brasileiro, como o Regional do Canhoto, criado em 1951 e do qual participaram também seu irmão Dino e outros artistas reconhecidos como Altamiro Carrilho.

Segundo registros biográficos, Jorginho do Pandeiro ingressou em 1972 no Época de Ouro, conjunto criado em 1964 por Jacob do Bandolim. Jacob morreu em 1969 e o grupo permaneceu desativado desde então até 1972, quando foi recriado com a participação de Jorginho. O pandeirista continuou no grupo até sua morte, nesta quinta.

Ao longo da carreira, Jorginho tocou com artistas como Paulinho da Viola, Chico Buarque, Beth Carvalho e Luiz Gonzaga - foi Jorginho quem deu ao compositor de "Asa Branca" o apelido de Lua, por conta do rosto em formato arredondado. O artista também produziu vários discos. Entre os filhos de Jorginho está o músico Jorge Filho, cavaquinista do Época de Ouro. 

O enterro do músico ocorreu na manhã desta sexta-feira, 7, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap (zona oeste do Rio).

 

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