Nigel Roddis/ Estadão
Nigel Roddis/ Estadão

Johnny Depp pede desculpas por sugerir assassinato de Donald Trump

'Não foi entendido como eu pretendia, foi um comentário sem maldade. Só queria divertir as pessoas, não ferir ninguém'

EFE

23 de junho de 2017 | 18h27

O ator americano Johnny Depp pediu, em comunicado enviado à revista People, por declarações realizadas durante o festival de música de Glastonbury, no Reino Unido, onde perguntou quando foi a última vez que um presidente dos Estados Unidos foi assassinado.

"Peço desculpas pela brincadeira de mal gosto que fiz na noite de ontem sobre o presidente Donald Trump", indicou o protagonista da saga "Piratas do Caribe".

"Não foi entendido como eu pretendia, foi um comentário sem maldade. Só queria divertir as pessoas, não ferir ninguém", completou.

Depp fez a polêmica brincadeira durante a apresentação do filme "O Libertino", estrelado por ele em 2004. Segundo a imprensa britânica, o ator disse: "Alguém pode trazer Trump aqui?", o que provocou histeria entre os presentes no evento anual realizado em Somerset.

"Quando foi a última vez que um ator assassinou um presidente? Quero esclarecer: não sou um ator. Atuo para viver. No entanto, passou um tempo e talvez seja o momento", continuou Depp.

Na sequência, ele mesmo reconheceu que suas declarações poderiam ser mal interpretadas. "Certamente isso vai sair na imprensa e será horrível. Se trata apenas de uma pergunta, não estou insinuando nada", afirmou.

As declarações do ator foram condenadas pela Casa Branca.

"O presidente Trump condena a violência em todas suas formas e é triste que outros, como Johnny Depp, não tenham seguido seu exemplo", afirmou a Casa Branca em comunicado divulgado hoje.

"Espero que alguns dos colegas de Depp condenem severamente esse tipo de retórica, como fariam se os comentários tivessem como alvo um democrata", completa a nota divulgada pelo governo.

Em outro comunicado, o Serviço Secreto, responsável pela segurança do presidente dos EUA, afirmou estar ciente das declarações de Depp.

"Por razões de segurança operacional, não comentamos especificamente ou em termos gerais os meios e métodos usados para protegê-lo", disse o órgão.

Em janeiro, a cantora Madonna disse, em Washington, que pensava em explodir a Casa Branca. Já o rapper Snopp Dogg também provocou polêmica ao divulgar um videoclipe no qual aponta uma pistola de brinquedo para Trump, representado por um ator fantasiado de palhaço.

Mais recentemente, a humorista Kathy Griffin publicou uma foto na qual segura uma cabeça falsa de Trump, sugerindo uma decapitação do presidente. O republicano respondeu dizendo que a também atriz deveria estar "envergonhada" de ter feito algo assim. EFE

 

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