Michel Euler/AP Photo
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Jim Morrison: fãs visitam túmulo nos 50 anos da morte do cantor

Centenas de admiradores prestaram suas homenagens ao vocalista do The Doors em cemitério de Paris

AFP, Agências

03 de julho de 2021 | 15h50

Cerca de uma centena de admiradores se juntaram neste sábado, 3, no túmulo de Jim Morrison, no cemitério parisiense de Père Lachaise, para prestar uma homenagem ao cantor no 50º aniversário de sua morte.

Com camisetas com a imagem de Morrison estampada, bebendo cerveja ou fumando escondidos, a multidão de fãs se aproximou à lápide para recordar o cantor estadunidense, morto em 3 de julho de 1971, em Paris.

Porém, por causa da crise sanitária, o panorama era muito distinto em relação ao de dez anos atrás, quando foram ao cemitério Ray Manzarek e Robby Krieger, ex-tecladista e ex-guitarrista do The Doors, grupo do qual Morrison era vocalista.

"Normalmente, me encontro com muita gente que hoje não está aqui, ingleses, suecos, por conta do contexto sanitário", comentou à AFP Christelle, de quase 50 anos, sentada junto a uma árvore não muito longe da tumba do "Rei Lagarto", protegida por barreiras e vigiada de perto por dois policiais.

"Já me fotografaram umas vinte vezes", adicionou esta "grande fã do The Doors" que "a cada aniversário de morte ou de nascimento de Jim" visita sua tumba. "Não todos os anos", acrescentou, "apenas nas datas redondas: 45 anos, 50 anos...".

Por sua vez, Zoltan, um húngaro de cerca de 40 anos, viajou de Budapeste para a efeméride da morte. "Estou em cheio no tema, traduzi para o húngaro uma obra norte-americana que faz um paralelo entre Morrison e Arthur Rimbaud", explicou à AFP. 

"Morrison estava preso em seu personagem 'rock and roll', mas gostava da literatura, tentava escapar. Com 27 anos [quando Morrison morreu] eu não havia feito tudo que ele havia conseguido, estava estudando na faculdade e estava com muita vontade de saber tanto quanto ele", disse, emocionado.

Oficialmente, Jim Morrison morreu de uma parada cardíaca em seu apartamento em Paris, mas nos últimos anos a hipótese de que teria morrido por uma overdose em um clube da capital francesa, Rock'n'Roll Circus, tem ganhado terreno, alimentada por livros e entrevistas com testemunhos da época.

 

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