Jay Z é recordista de indicações, mas não o favorito no Grammy

O disco 'Magna Carta ... Holy Grail' é considerado um fiasco artístico até pelo próprio cantor

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2014 | 11h00

O rapper Jay Z obteve nove indicações ao Grammy (foi indicado duas vezes nas mesmas duas categorias, o que na verdade o coloca em competição consigo mesmo e na expectativa de ganhar sete vezes). Para muitos observadores, Jay Z está bastante contemplado, mas não é o favorito: Macklemore & Ryan Lewis, Kendrick Lamar, Justin Timberlake e Pharrell Williams têm mais chance do que ele.

É um curioso paradoxo. Lançado em julho do ano passado, o disco que o levou a tantas indicações, Magna Carta ... Holy Grail (Roc-A-Fella/Roc Nation), é considerado um fiasco artístico até mesmo pelo próprio Jay Z, que colocou o álbum em 6.º lugar no ranking dos 12 discos de sua carreira (em um post publicado no lifeandtimes.com).

 

 

Prenhe de pretensão e vazio de inspiração, o disco teve até mesmo um curioso cruzamento com as artes visuais, com a filmagem do vídeo de Picasso Baby numa galeria do bairro de Chelsea, em Nova York, sob inspiração de performance The Artist is Present, da artista Marina Abramovic, em uma exposição do MoMA, em 2010. Na canção, Jay Z faz referências a Francis Bacon, Andy Warhol e cita Basquiat duas vezes.

Mas, no momento, é a persona que importa, e Jay Z é o mais rico e importante astro do hip-hop da atualidade. Aos 44 anos, originário do Brooklyn, Nova York, Jay Z está mais perto do fim de sua carreira do que do começo, segundo anotou o NYT.

Para delícia do mundo do entretenimento, Jay Z deve subir ao palco do Grammy acompanhado de sua mulher, Beyoncé, na noite de domingo. Eles desafiam a lógica do amor no show biz: além de exibirem uma sólida relação em público, também são uma parceria artística consistente – basta ver o videoclipe de Drunk in Love, do novo álbum de Beyoncé. Sexy e íntimo ao mesmo tempo. Jay Z pode estar no crepúsculo, mas sua mulher está no auge.

A festa dos Grammy é a festa de uma indústria em transformação, quase uma festa extemporânea, mas a cerimônia continua grande, faustosa, ambiciosa. Além de Jay Z e Beyoncé, artistas como  Imagine Dragons, Willie Nelson, Daft Punk, Kendrick Lamar e muitos outros estarão animando a noitada.

 

Mais conteúdo sobre:
Grammy

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.