Scott Roth/Invision/AP
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Jay-Z, astro do dia do Grammy, é atacado por Trump

'Alguém, por favor, informe a Jay-Z que graças às minhas políticas, o desemprego entre os negros aparece nos últimos relatórios no nível mais baixo jamais registrado!"

AFP

28 Janeiro 2018 | 19h31

Jay-Z, que lidera as indicações dos Grammy este domingo, 28, foi atacado pelo presidente Donald Trump no Twitter depois de comentar sobre o desemprego de afrodescendentes nos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump criticou Jay-Z em um tuíte, provavelmente em resposta às críticas feitas pelo astro do rap ao presidente, em uma entrevista.

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"Alguém, por favor, informe a Jay-Z que graças às minhas políticas, o desemprego entre os negros aparece nos últimos relatórios no nível mais baixo jamais registrado!" tuitou o presidente.

Trump apontou, de forma correta, para um recorde nos níveis mínimos de desemprego para as minorias americanas, embora os críticos comentem que a expansão econômica do país começou muito antes, ainda no governo de Barak Obama.

Jay-Z, que junto da esposa, Beyoncé, tornou-se amigo e aliado político de Obama, disse em uma entrevista transmitida pela CNN no sábado, que os comentários depreciativos de Trump sobre afrodescendentes desvirtuavam os dados sobre desemprego.

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"O dinheiro não é igual a felicidade, não é. Isso é não entender o assunto", disse Jay-Z, acostumado a mostrar com frequência sua riqueza material.

"Deve-se tratar as pessoas como seres humanos, essa é a principal questão", disse ele.

Jay-Z disse que a eleição de Trump expôs a persistência do racismo nos Estados Unidos e também chamou a atenção para as afirmações do presidente de que ele não quer imigrantes de "países de merda" da África, de El Salvador ou do Haiti.

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"É doloroso, porque ele está menosprezando muitas pessoas, toda uma população, e é muito desinformado porque todos esses lugares têm pessoas bonitas e muitas coisas bonitas", disse o cantor.

Jay-Z, de 48 anos, lidera as indicações para os Grammy com um total de oito, incluindo o melhor álbum, 4:44, no qual pede desculpas à esposa Beyoncé por sua infidelidade, traz uma canção sobre a homossexualidade de sua mãe e reflete sobre as relações raciais nos Estados Unidos. TRADUÇÃO DE CLAUDIA BOZZO

 

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