Divulgação/Bil Zelman
Divulgação/Bil Zelman

Jason Mraz e seu megahit 'I'm Yours' faz turnê por seis cidades

Cantor folk de 32 anos fala da admiração por Sting e Milton Nascimento, e elogia plateia de shows no Brasil

Jotabê Medeiros, de O Estado de S. Paulo,

20 de novembro de 2009 | 04h00

Um garoto que canta como se fosse Bob Dylan aos 20 anos, Hamilton Leithauser. Uma banda que soa como se estivesse sempre na garagem, com cheiro de rock’n’roll vintage, anos 1950. The Walkmen, de Nova York, é uma dessas bandas que estão fadadas a nunca serem grandes, mas está bem aí o encanto.

 

Já vieram ao Brasil uma vez - tocaram em Natal, no Rio Grande do Norte. E foi uma experiência que os marcou, pelo jeito. "Nos cinco dias em que estivemos lá, nosso promotor foi totalmente amigo. Então, na última noite, ele fumou algum tipo de haxixe e se tornou um doido e beligerante lunático", lembra hoje Pete Bauer, tecladista e baixista do Walkmen, que volta ao País para tocar neste sábado no Festival Universitário MTV, no Rio de Janeiro.

 

"Mas foi uma das melhores plateias de nossa carreira. Os brasileiros são sempre diferentes. Outro dia, estávamos tocando em Houston e havia na platéia uns 20 brasileiros. Eles pareciam milhares, foi muito legal." The Walkmen tem, além de Leithauser e Bauer, os músicos Paul Maroon (guitarra), Walter Martin (baixo e piano) e Matt Barrick (bateria). O grupo excursionou no ano passado abrindo shows da banda Kings of Leon e Bauer lembra que nem sempre foi fácil. "É diferente o som deles do nosso. Eles têm um som para shows de arena, e muita gente esperava uma festa. Uma vez tinha uma mulher lá na frente que ficava berrando: ‘Vamos logo com isso.’"

 

Bauer acha que a voz de Leithauser, que muita gente compara com Dylan, não tem nada a ver. "É uma voz que às vezes soa rascante, como muitos outros caras. Hamilton gosta de muitos caras, como Johnny Cash, aqueles músicos da Chess Records", conta.

 

Apesar de correr por fora, o som do Walkmen nunca passa batido. Em 2007, uma empresa pegou um de seus raros hits, The Rat, e colocou como fundo de promoção dos playoffs de esportes. A AMC TV também gostou de seu som e colocou Red Moon em um episódio de Breaking Bad. Ninguém pagou pelo uso. "Não sei porque aconteceu, talvez tenham tentado pagar, mas como eu deleto todos os emails que lotam minha caixa, perdi alguma coisa...", brinca.

 

"Sempre procuramos fazer um som diferente a cada disco. Nunca fazemos a mesma coisa, a ideia é descobrir novos sons. Dessa vez, fomos até o Sul dos Estados Unidos, a umas 50 milhas de Memphis, e o som tem trompetes, um certo jeitão country. Ainda não tem nome, mas pode-se dizer que é um tanto roots."

 

Natura Nós - About Us.

Sábado: 10h - Ponto de Partida e Meninos de Araçuaí; 11h35 - Turma da Mônica; 12h20 - Afro Mix; 13h30 - Palavra Cantada.

Domingo: 15h - Afro Reggae; 15h45 - Arnaldo Antunes; 16h45 - Carlinhos Brown; 17h50 - Lenine; 19h - Jason Mraz; 20h30 - Sting

Tudo o que sabemos sobre:
Jason Mraz

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.