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Jason Mraz é estrela de festival e já testa seu novo disco

Megastar da era das redes, ele volta ao Brasil para abrir o show do lendário Stevie Wonder

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2013 | 18h42

Em 11 anos de carreira, o cantor Jason Mraz passou de ilustre desconhecido a fenômeno popular com 13 milhões de seguidores no Facebook. Em 2010, ganhou dois prêmios Grammy e sua canção I’m Yours vendeu cerca de 21 milhões de cópias mundo afora. E ele ganhou dinheiro suficiente para abrir o próprio empreendimento altruísta, a Jason Mraz Foundation.

Sábado, ele volta ao Brasil para abrir o show do lendário Stevie Wonder, e tem muita gente que vai só para vê-lo – ignorando que Wonder é uma verdadeira instituição da música. Mas Mraz sabe o que significa. “O que Stevie canta é a celebração da vida, a alegria, o júbilo. Ele é um dos mais icônicos músicos vivos. É muito cool abrir um show dele”, festejou Mraz, falando ao Estado por telefone, há alguns dias.

O festival que reúne Mraz e Wonder é o Circuito Banco do Brasil, no Campo de Marte (os portões abrem às 13 horas). No palco Circuito se apresentarão Stevie Wonder, Jason Mraz, Os Paralamas do Sucesso e Capital Inicial. Já no palco Brasil, o público verá shows de Criolo e Marcelo Jeneci (além da BlackPipe, banda vencedora do concurso SomPraTodos). Também estão confirmados os eletrônicos Mario Fischetti e MYNC.

Jason Mraz está na estrada com uma turnê antiga, mas os brasileiros poderão ter uma surpresa no set list: algumas músicas novas do álbum Yes, que ele promete lançar ainda na primeira metade de 2014 “com novos sons e nova banda”. Entre essas músicas, está a novíssima Hello, You Beautiful Thing, que já vem mostrando há algum tempo. “Talvez eu toque, não sei. Sempre escolho o repertório na noite anterior ao show”, contou ainda Mraz.

O cantor, que já esteve no Brasil algumas vezes, e já tocou no Festival de Verão de Salvador, diz que a súbita popularidade não mudou muito sua forma de ver o mundo. “Tento levar a vida normalmente. O número de seguidores foi algo que foi acontecendo gradativamente ao longo de 10 anos, não veio de repente. Tento me manter disponível, acessível, e fazer das minhas canções um jeito de achar a qualidade humana dessa relação tão grande com tanta gente”, contou. “Ainda tenho paz no meu coração, e a mesma urgência de repartir com todos os que gostam de mim o que eu sou, o que penso”, disse.

O bardo de chapeuzinho e violão agora tem uma entourage imensa, mas ele não perde o discurso indie. “Sendo grande ou pequeno o pessoal, a gente se comporta como um time, como uma cidadezinha na qual todos se ajudam mutuamente. É o jeito que sei levar a vida. Todos têm seu trabalho, sua responsabilidade, mas a vida é simples”, acredita.

Um dos canais pelos quais devolve ao mundo o afeto que os fãs lhe dão pelo mundo é a Jason Mraz Foundation, que ele diz lutar em prol “do ser humano e da liberdade”. Por meio da fundação, ele já combateu o tráfico de pessoas e organizou campanhas de doações para áreas vítimas de tragédias ambientais. “Hoje já temos algumas grandes companhias que têm sido generosas com a fundação, e também temos parceiros regulares. Mas quase sempre é um esforço de nossos próprios recursos”, afirma ele.

Outra coisa que Mraz sempre faz é participar de faixas ou de discos de jovens artistas em início de carreira, como Hunter Hayes, com quem gravou Everybody’s Got Somebody But Me. “Houve outros artistas que me deram oportunidade quando eu não era conhecido, e eu sigo o exemplo. É sempre legal dar chance a quem está começando”, afirmou.

CIRCUITO BANCO DO BRASIL

Campo de Marte. Avenida Santos Dumont, 2.241. Sábado, a partir de 16h20. R$ 240. 

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