James Taylor cai no samba e acompanha bateria na Salgueiro

James Taylor caiu no samba, tocou tamborim e até acompanhou a bateria da Escola de Samba Salgueiro hoje à tarde, no Rio. Ele visitou a quadra da agremiação com seu baixista Jimmy Johnson, o tecladista Clifford Carter e o percursionista cubano Luiz Conte. A sugestão do programa foi de Conte, que já tinha vindo ao Brasil, na banda de Madonna, havia conhecido a Portela. "Me informei e me garantiram que a bateria do Mestre Louro era uma das melhores do Rio", disse Conte. James Taylor participou ontem do Rock in Rio 3.O grupo chegou tímido, por volta das 15 horas. Logo começou a batucada, com a presença de baianas, mestre-sala e porta-bandeira e 25 ritmistas. Quando as cabrochas entraram sambando, o cantor americano James Taylor aceitou o convite e dançou no meio delas. "Essa é a quarta vez que venho ao Brasil, mas sempre foi muito rápido e nunca deu tempo de conhecer nada" se justificou Taylor.Quando parecia que o samba ia acabar, a bateria subiu para o palco, o compositor pegou seu violão, e tocou junto o samba-enredo deste ano, que foi cantado pelo puxador Nego. Antes ele pediu umas dicas a Kayo César, tocador de cavaquinho de 18 anos, que já é profissional da escola. "É muito difícil tocar samba, até porque eu conheço muito pouco a música de vocês, mas é delicioso", elogiou James Taylor.O mais animado era o tecladista Clifford Carter, que não parou de sambar nem um minuto. "I´m in heaven (eu estou no céu)!", dizia o músico. Às 16h eles saíram para comer feijoada e depois seguiriam de volta para Nova York. O segurança de James Taylor disse que desde o momento em que o cantor chegou estava pedindo para provar feijoada, que havia comido e gostado na primeira vez que veio ao Brasil, há 15 anos, no primeiro Rock in Rio.Sobre o show de sexta-feira, na noite de abertura do Rock in Rio 3, James Taylor disse ter se surpreendido por um público tão jovem quanto o que o assistiu conhecer suas músicas, algumas feitas há mais de 20 anos. "Mas foi bom tocar no Brasil mais uma vez", comentou. "Tão bom quanto das outras vezes."

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