Jackson está envergonhado com acusações

A relações públicas de Michael Jackson, Raymond Bain, afirmou que o cantor ficou "magoado e envergonhado" com as acusações feitas pelo irmão mais novo do menino que acusa o cantor de abuso sexual. O menino, de 14 anos, disse ter visto o cantor abusar de seu irmão duas vezes. "As acusações e detalhes lascivos e obscenos, nenhum deles verdadeiros, causaram mágoa e vergonha a Jackson", disse a relações públicas em uma declaração à saída do tribunal. Segundo ela, o cantor acredita que o advogado de defesa Thomas Mesereau Jr. está "fazendo um bom trabalho". O advogado continua com sua estratégia de colocar à prova a credibilidade da família que acusa o astro.Durante a audiência de ontem, o advogado de Jackson levou a testemunha a se contradizer. Mesereau fez o garoto assumir que Jackson não havia mostrado a ele, nem a seu irmão, uma revista de pornografia usada como prova da acusação. O menino pareceu surpreso quando Mesereau mostrou-lhe o exemplar da revista Barely Legal, que o promotor Tom Sneddon listou como prova importante encontrada na casa da Jackson. O garoto reiterou que aquele foi a revista que Jackson mostrou-lhe. "Mas a revista data de agosto de 2003", disse Mesereau, ressaltando que a última vez em que a família esteve na casa do cantor foi em março de 2003. "Eu não disse que era exatamente essa", disse o garoto. "Eu disse que ele nos mostrou esse tipo de revista". Mesereau também fez perguntas sobre o testemunho do psicólogo Stan Katz, para quem o menino disse ter contado sobre os abusos. Mas, segundo Mesereau, Katz disse ao grande júri, em março de 2004, que o garoto havia lhe contado ter visto a genitália de Jackson tocando as nádegas do acusador no segundo dia de abuso, o que o garoto não disse na segunda-feira. O menino, então, negou ter feito a declaração a Katz e não quis a ler a transcrição do depoimento do psicólogo. Ainda ontem, o garoto disse a Mesereau que mentiu sob juramento no processo movido por sua família contra a loja de departamentos JC Penney. Na ocasião, o garoto havia dito que sua mãe e seu pai nunca brigavam e que seu pai nunca tinha batido nele. "Quando perguntaram se seu pai havia batido em você, você disse ´nunca´", disse Mesereau. "Você estava dizendo a verdade?" "Não", disse o garoto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.