Jackson é acusado de manter menino em cativeiro

Um promotor afirmou nesta terça-feira que Michael Jackson manteve um menino e sua família em cativeiro e obrigou-os a gravar um vídeo eximindo o pop star de toda acusação de abuso de menores. Segundo a denúncia do promotor Gordon Auchincloss, a atitude do cantor foi explicada porque ele teria entrado em pânico quando soube que um programa de televisão iria colocar no ar acusações de que ele era obsecado por meninos, o que poderia levar à destruição de sua carreira. Auchincloss foi duro em sua denúncia, afirmando que a propriedade de Jackson Neverlands (Terra do Nunca), que tem um parque de diversões, "foi desenhada para atrair e seduzir meninos". O relato de Auchincloss foi feito durante uma audiência convocada pelos advogados de defesa do cantor, liderados pelo advogado Thomas Mesereau. Eles pediram hoje ao juiz Rodney Melville, um adiamento de quatro meses, de modo que Jackson se apresente à Corte Superior de Santa Maria em janeiro de 2005 e não em setembro deste ano, como estava previsto, alegando que a magnitude da investigação "é assombrosa"."A maneira como o senhor Jackson justificou este comportamento na televisão nacional marcou sua queda", disse Auchincloss, referindo-se ao documentário de TV exibido em fevereiro de 2003, quando Jackson justificou sua prática de convidar garotos para dormir em sua cama, como uma atitude "terna", sem qualquer intenção sexual. "Isso representou a total e indiscutível ruína de seu império... Isso o tornou objeto de depreciação e opróbrio a nível mundial", afirmou Auchincloss. O advogado de Jackson Thomas Mesereau Jr. qualificou as declarações de Auchincloss de "totalmente absurdas" e exigiu que fossem anuladas.

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