Jack Johnson prevê clima leve e ensolarado para shows no País

Músico havaiano traz a turnê de ‘From Here to Now To You’ e passa por São Paulo, Rio e Florianópolis

Tais Toti, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2014 | 17h36

Jack Johnson deixou as letras sobre a morte do pai e as guitarras elétricas em To The Sea (2010). No disco From Here To Now To You (2013), que ele traz ao Brasil em três shows – nesta quinta, 13, no Rio de Janeiro, no HSBC Arena; sexta, 14, no Espaço das Américas, em São Paulo; e em Florianópolis no sábado, no Devassa On Stage – o cantor retoma as canções folk alegres, relaxantes e românticas que o consagraram.

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"As pessoas têm dito que pareço feliz neste último disco, e acho que estou mesmo num bom momento. Sou feliz, tenho três filhos, está sendo ótimo ser pai", diz Johnson ao Estado por telefone.

A atmosfera para cima de From Here To Now To You não é exatamente proposital. O havaiano assume que seus álbuns são mais uma reunião de músicas do que um trabalho com um conceito predefinido. "Não componho tanto quanto meus amigos, que costumam ter 30, 50 músicas. Eu geralmente tenho exatamente 12 canções que eu gosto e coloco num álbum."

Entre as diversas canções românticas, o que surpreende é Tape Deck. A música traz Johnson relembrando um surpreendente passado punk, em que tocava covers de Fugazi com a banda formada com amigos na adolescência.

"Éramos a banda punk menos punk do mundo. Como morávamos no Havaí, usávamos chinelo nos shows. O clima era quente demais para ser punk", diverte-se. "Mas amávamos este tipo de música, tínhamos uns 16 anos. Fechávamos a garagem e podíamos fazer o máximo de barulho que conseguíamos, tentando soar como as bandas que amávamos."

Despejar essa nostalgia no trabalho é "como um álbum de fotos, que mantém essas memórias", diz Johnson. "A versão contemporânea seria ver as músicas como um HD externo." É só "baixando" as canções para fora de seu cérebro que ele consegue esvaziar a mente e se dedicar a outras coisas.

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Essas outras coisas incluem não só pensamentos ou conversas com os amigos, mas também o surfe, sua atividade favorita. "Música é algo social, você compartilha com as pessoas. Surfe é um escape para quando quero ficar longe de todo mundo, flutuando no oceano. Quando estou em casa, a prioridade é surfar todos os dias. O violão muitas vezes fica guardado."

O surfe já foi o ganha-pão de Johnson, quando ele fazia documentários sobre o esporte. "Estou conversando com amigos sobre fazer um filme em breve", anuncia o cantor, adiantando que tem muita dificuldade em largar a prancha para pegar a câmera.

Acrescente às atividades do havaiano a filantropia: com a mulher Kim Johnson, ele mantém duas instituições de caridade. Com seu estilo de vida sustentável e calmo, Jack Johnson é visto como um bom moço, e não se incomoda com isso. "Seria mais cansativo para mim ter a imagem de bad boy. Não sou perfeito como pensam, mas tento fazer coisas positivas no mundo. Tento fazer canções para que as pessoas se sintam humanas."

JACK JOHNSON

Espaço das Américas. R. Tagipuru, 795, Barra Funda, 3864-5566. 6ª, às 22h. R$ 110/R$ 380 (ingressos esgotados).

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