Isaac Karabtchevsky assume Sinfônica de Porto Alegre

Depois de 15 anos trabalhando na Europa, o maestro Isaac Karabtchevsky está de volta ao Brasil para assumir a direção artística da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) por um ano. O convite foi feito pelo governo gaúcho, e hoje ele estréia como regente titular, prometendo devolver à orquestra o mesmo brilho que ela teve nos anos 1980. Aos 68 anos, o maestro vai acumular seu cargo no Rio Grande do Sul com o de diretor musical da Orchestre Nationale dês Pays de la Loire e das Óperas de Nantes e Angers, todas na França. Entre seus planos para a Ospa estão a abertura de concurso para contratação de músicos e a construção de nova sala de concertos.Karabtchevsky desembarcou em Porto Alegre no fim de semana. Em seu primeiro concerto à frente da orquestra, o maestro apresenta O Hino Nacional, O Guarani, de Carlos Gomes, a Sinfonia Nº 8, de Dvorak, e uma suíte de O Pássaro de Fogo, de Stravinsky. O maestro se comprometeu a reger seis concertos à frente da Ospa. "O que me atrai neste desafio é a possibilidade de restituir à Ospa seu lugar de destaque no panorama musical da América Latina", disse o maestro. O valor do contrato com Isaac Karabtchevsky não foi revelado pelo governo gaúcho. "É claro que um nome como Isaac não sai barato, mas temos um acordo de cavalheiros pelo qual me comprometi a manter em sigilo quanto ele vai ganhar", disse o presidente da orquestra, Ivo Nesralla.Karabtchevsky regeu a Orquestra Sinfônica Brasileira durante quase 30 anos. Com ela fez duas turnês internacionais, uma na Europa e outra nos Estados Unidos. O maestro também foi o criador do Projeto Aquarius, que chegou a reunir mais de 30 mil pessoas no Rio de Janeiro. No fim dos anos 80, Karabtchevsky deixou o País e foi para a Europa. Lá foi primeiro diretor artístico da Orquestra Tonkunstler, de Viena. Em 1995, mudou para o Teatro La Fenice, de Veneza, onde ficou até 2001. O maestro não pretende voltar a morar definitivamente no Brasil. "Enquanto puder vou tentar conciliar meu trabalho aqui e na Europa", declarou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.