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Interpol volta ao Brasil depois de quatro anos

Banda americana apresenta no festival Lollapalooza, em março, o seu pós-punk revitalizado com as novas faixas do disco ‘El Pintor’

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2015 | 03h00

Tudo está errado, diz o título de uma das faixas de El Pintor, quinto disco de estúdio da banda nova-iorquina Interpol – que volta ao Brasil em março, depois de 4 anos, para tocar no Festival Lollapalooza, no domingo, dia 29.

É de Everything is Wrong o clipe mais recente do Interpol, dirigido pelo vocalista e guitarrista Paul Banks e pelo cineasta chileno Carlos Puga. No clipe, Kessler, que conversou com o Estado nesta quinta-feira, 12, de Dublin, faz o bom moço: é simpático com amigos que encontra, toma sorvete e ajuda uma senhora a atravessar a rua. “Eu poderia fazer isso!”, brinca o guitarrista de 40 anos. “Não estava atuando.”

O Interpol – que faz um indie com pegadas no pós-punk e no revival que o gênero teve no início dos anos 2000, especialmente em Nova York – surgiu no ambiente da New York University, onde Kessler se formou em francês e em literatura. Lá, em 1997, conheceu Paul Banks e Carlos Dengler (ex-baixista, que saiu em 2010) e Greg Drudy (substituído em 2002 por Fogarino). Mesmo ano em que o grupo lançou, pela Matador, Turn On The Bright Lights, com grande repercussão crítica e de público (a exigente revista americana Pitchfork elegeu o álbum como o melhor daquele ano). Até 2010, a banda gravou e lançou Antics, Our Love To Admire e Interpol

El Pintor (um anagrama com o nome da banda) chegou ao mercado em setembro de 2014, quatro anos depois de Interpol – desde 2010, Carlos Dengler, baixista original (nos dois sentidos) e importante no som da banda, deixou o grupo, houve uma série grande de shows para divulgar o Interpol e cada um dos membros investiu em projetos próprios. El Pintor recebeu críticas variadas. A NME, por exemplo, disse que o disco “volta aos sonoros e nervosos sons dos dias de glória, emulando os dois primeiros álbuns, e acrescentando novas ideias no caminho”. Já a Pitchfork, dessa vez, disse que o disco “não soa muito como o Interpol, mas, sim, como uma banda que realmente quer ser o Interpol”.

No início de uma turnê mundial, atualmente na Europa e que passa em março pela América Latina, Kessler diz que a banda está se sentindo bem com a recepção das novas canções. “Nós temos fãs muito honestos, quando eles não gostam de alguma coisa, nós podemos perceber.” Sobre o fato de Paul Banks ter gravado, além da voz e da guitarra, as linhas de baixo, Kessler também se mostrou satisfeito. “Ele fez um grande trabalho, não acho que tenha mudado muito, ele jogou muita energia nas músicas”, garante.

Sobre o revival do rock nova-iorquino na primeira década do século 21, do qual o Interpol foi um dos principais estandartes, Kessler parece não dar tanta importância esses dias. “Parece que foi há muito tempo”, diz. “Era algo excitante, conhecer as outras bandas, como o TV On the Radio e o Yeah Yeah Yeahs, na Universidade e com as redes sociais, mas não lembro pensar que fazia parte de uma cena.”

A cidade de Nova York, porém, foi desde o início importante para a musicalidade da banda. Um dos primeiros singles, NYC, diz: “New York se importa”. “É difícil para mim saber onde Nova York acaba e onde eu começo, e apesar de estar vivendo constantemente na estrada, é a minha casa”, comenta Kessler. “Mas é uma cidade da qual falamos constantemente, ela está sempre mudando, não é uma casa qualquer.” Mesmo assim, ele garante: “acho que poderíamos escrever em qualquer lugar”. 

O revival de NYC
No início dos anos 2000, o Interpol fez parte de uma cena indie de Nova York que promoveu uma espécie de ressurgimento do rock n’ roll – ou, pelo menos, uma reciclagem criativa de marcos como Velvet Underground, Joy Division e Ramones, ao lado de:

 

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