EFE/EPA/ANDY RAIN
EFE/EPA/ANDY RAIN

Integrantes dos Rolling Stones homenageiam o baterista Charlie Watts

Os três membros restantes da banda prestaram homenagens nas redes sociais ao baterista que morreu ontem, aos 80 anos

Agências, AFP

25 de agosto de 2021 | 15h47

LONDRES, REINO UNIDO - Os três membros restantes dos Rolling Stones prestaram homenagem ao baterista de sua lendária banda de rock, Charlie Watts, que morreu nesta terça-feira, 24, aos 80 anos.



A morte de Charlie Watts foi anunciada por seu agente, gerando inúmeras mensagens de condolências de estrelas da música do mundo todo.

Em um primeiro momento, os membros da banda permaneceram em silêncio. Mas, nesta quarta, o guitarrista Ronnie Wood, de 74 anos, publicou no Twitter uma foto sua com Charlie Watts. Expressou seu amor pelo músico e lembrou que ele nasceu sob o signo de Gêmeos, como o amigo. "Sentirei muito sua falta. Você é o melhor", afirmou.


 


O cantor Mick Jagger, de 78 anos, publicou uma foto de Charlie Watts sorrindo sentado em frente à bateria, enquanto Keith Richards, de 77, divulgou uma foto do instrumento no palco, com um cartaz que dizia "fechado".


 



As estrelas britânicas Elton John e Paul McCartney também homenagearam o lendário baterista. Em um vídeo, McCartney disse que sua morte é um "golpe" para os Rolling Stones, porque "Charlie era uma rocha".

 



Recentemente, Watts havia anunciado que perderia a retomada da turnê dos Rolling Stones pelos Estados Unidos no mês que vem, após passar por uma operação médica, sem mais detalhes.

No comunicado divulgado na terça, seu agente, Bernard Doherty, anunciou que o baterista "morreu em paz em um hospital de Londres, no início da manhã, cercado por sua família". 

Watts, que completou 80 anos em junho, era membro dos Rolling Stones desde 1963.


 

Os Rolling Stones em números


Charlie Watts, baterista dos Rolling Stones que morreu nesta terça-feira, 24, juntou-se à banda em 1963, um ano depois de os três amigos amantes do blues criarem o grupo mais importante da história do rock em um apartamento em Londres.

Confira sua história em cinco momentos-chave:

 

  • 102: onde tudo começou

Um apartamento simples no oeste de Londres, cigarros, dois colchões no chão, fungos crescendo entre pratos sujos (...) Foi no número 102 do Edith Grove, entre vinis de Chuck Berry e Muddy Waters e meias sujas que os Stones viram a luz em 1962. 

Localizado no agora sofisticado bairro de Chelsea, o apartamento foi reconstruído para uma exposição temporária na Saatchi Gallery de Londres em 2016.


 

  • Pelo menos 13 membros

Embora Mick Jagger tenha se tornado rapidamente o líder visível do grupo, pelo menos 13 músicos passaram pelos Stones.

A história começa com três meninos da vizinhança: Jagger, Keith Richards e Brian Jones. Eles logo se juntam a Bill Wyman e Charlie Watts, um baterista de jazz que era amado por todos na banda e que acabou sendo persuadido a tocar com eles. Ian Stewart, o pianista considerado "muito sério" pelo empresário Andy Oldham, foi afastado dos palco em 1963, mas continuou a tocar nas turnês.O errático e dependente químico Jones foi expulso da banda em 1969. Pouco depois, se afogou em sua piscina aos 27 anos. Ele foi substituído por Mick Taylor e, em 1974, Ronnie Wood assumiu a guitarra.

Após a morte de Charlie Watts, apenas Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood permanecem do atual quarteto dos Stones, já que Bill Wyman deixou o grupo em 1993, cansado da agitação.


 

  • 59 anos em atividade

Os Stones subiram ao palco pela primeira vez em 12 de julho de 1962, em meio a uma transformação musical nos pubs de West London, onde o rock veio para suplantar o jazz.

Cinquenta e nove anos depois, os Stones são um dos grupos de rock mais antigos ainda em atividade, mais focados em suas turnês lucrativas - somando 117 milhões de dólares em ganhos em 2018, de acordo com a Forbes - do que no trabalho de estúdio.

 

  • 23 álbuns

Desde seu primeiro disco em 1964, os Stones lançaram 23 álbuns de estúdio (25 nos Estados Unidos), e suas vendas acumuladas são estimadas em mais de 200 milhões de dólares em todo o mundo.

Seu último álbum original foi A Bigger Bang em 2005; seu mais recente, Blue and Lonesome, de 2016, traz covers de faixas de blues.

 

  • Logo por 50 libras

Uma boca carnuda e uma língua vermelha: seu logotipo, um dos mais famosos da história da música, foi solicitado a um estudante de design de Londres, John Pasche, para a turnê europeia do grupo em 1970. Pasche cobrou 50 libras, o equivalente a 8 dólares atualmente.

O desenho apareceu na capa interna do álbum Sticky Fingers de 1970, cuja capa, a virilha de Jagger, foi desenhada por Andy Warhol.

O Victoria and Albert Museum de Londres comprou o original em 2008 por 50.000 libas (cerca de 68.000 dólares).

 

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