Integrantes do Rolling Stones dizem que drogas não satisfazem

Roqueiros afirmaram que, quando começaram a usar certas substâncias ilícitas, pouco se sabia de seus efeitos

Efe,

18 Fevereiro 2008 | 09h07

Os Rolling Stones, considerados um dos primeiros grupos de "bad boys" do rock, declaram que as drogas não dão satisfação. Em nota publicada nesta segunda-feira, 18, pelo jornal inglês The Sunday Times, o vocalista da banda, Mick Jagger, disse que, quando ele e seus companheiros tiveram experiências com drogas, "pouco se sabia de seus efeitos", e acrescentou que na época "não havia centros de reabilitação". Atualmente com 64 anos, Jagger foi detido em 1967 por porte de drogas. Ainda segundo o jornal britânico, o guitarrista dos Rolling Stones e ex-viciado em heroína, Keith Richards, também de 64 anos, declarou que, se a cantora Amy Winehouse não deixar as drogas, acabará igual a ele. O outro guitarrista do grupo, Ron Wood, de 60 anos - que já consumiu cocaína a ponto de machucar o nariz - incentivou, no ano passado, a modelo Kate Moss a acabar seu relacionamento com o cantor Pete Doherty, da banda Babyshambles, que tem um longo histórico de envolvimento com drogas. Para Wood, Doherty "não era muito bom para ela". No entanto, alguns críticos dos Rolling Stones acham que os integrantes da banda andam soando mais como avôs que não se lembram de seu passado. Alan Clayson, autor de uma recente biografia do grupo, diz que Jagger está no certo em uma coisa: nos anos 70, não havia reabilitação. Eles dependiam do NHS, o serviço nacional de saúde britânico.

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