Dylan Martinez/ Reuters
Dylan Martinez/ Reuters

Integrantes de banda britânica passam quarentena unidos para não deixar o rock morrer

O plano da Sharpville Show é colaborar com outros artistas que estão se apresentando remotamente, mas precisam de uma banda de apoio completa, e realizar trabalhos beneficentes

Natalie Thomas e Dylan Martinez, Reuters

21 de maio de 2020 | 14h45

Quando o mundo foi instruído a ficar em casa para escapar do novo coronavírus, uma banda britânica teve uma escolha: abandonar a música ao vivo ou se confinar para tocar. O rock venceu.

Debaixo de um lustre de vidro em uma mansão ao lado do Mar do Norte, a banda Sharpville Show toca bateria, guitarra, teclado e contrabaixo enquanto um Shih Tzu de um olho, chamado Genghis, dorme.

Em vez de se isolarem sozinhos como milhões de outras pessoas, os membros do grupo decidiram se reunir para tocar música ao vivo em uma propriedade de luxo em Norfolk, leste da Inglaterra.

“Enquanto o mundo estava trancado e em busca de abrigo, percebi que a música ao vivo era deficitária e precisava ser organizada de alguma forma”, disse Todd Sharpville, de 50 anos, que reuniu os músicos.

Acostumados com a vida na estrada, os músicos ficaram desabrigados.

“Parecia um pouco com a Arca de Noé. Certas coisas precisavam ser preservadas e eu tive que encontrar uma maneira de preservar (a música) e colocá-la em um lugar seguro”, disse Sharpville.

Dave Swift, baixista que geralmente trabalha com o pianista inglês Jools Holland, disse que a crise de Covid-19 deixou muitos músicos isolados em um terreno baldio criativo.

“Estar aqui com uma banda, ensaiando, aprendendo músicas, tocando... estou muito feliz, porque a situação é dolorosa para muitos músicos”, disse Swift, 56 anos.

“Felizmente, nem todos estamos dividindo o quarto—esse é um dos grandes benefícios”, brincou Swift.

O plano da Sharpville é colaborar com outros artistas que estão se apresentando remotamente, mas precisam de uma banda de apoio completa, e realizar trabalhos beneficentes. Os membros da banda também escrevem músicas sobre a crise, que foram apresentadas ao vivo.

Embora os colegas de banda digam que se sentem isolados do resto do mundo, todos afirmaram que tiveram a sorte de estar lá.

“Temos bons amigos do lado de fora que estão desesperados para tocar - eles mal podem esperar - então somos muito, muito abençoados”, disse o baterista Dan Hale.

 

 

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