Maira Acayaba/Divulgação
Maira Acayaba/Divulgação

Inquieto, Tatá Aeroplano canta de crônicas urbanas a causos no 'embromation’

Músico da cena paulista lança vinil do disco solo e faz show como Frito Sampler, personagem que criou após sonho

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

15 Outubro 2015 | 05h00

A inquietude de Tatá Aeroplano é de se tirar o chapéu. A peça de vestuário, hoje pouco valorizado pelo universo das passarelas, é, aliás, a marca registrada do músico paulista, figura histórica e fácil de ser encontrada nos points de boemia na cidade de São Paulo. O chapéu, contudo, foi trocado por uma peruca de madeixas de cor rosa chocante na criação do novo personagem dele, Frito Sampler, sujeito que é o oposto da sonoridade adotada por Aeroplano, com seus causos versados. 

Sampler e Aeroplano, digamos assim, nascem da cachola de Otávio, músico nascido na cidade Bragança Paulista há 40 anos e morador da Santa Cecília, quando a região ainda não era privilegiada pelo hype da atualidade. Dois alter ego de um só músico. Ambos, por sinal, dão as caras na agenda cultural de São Paulo nas duas próximas semanas. 

A começar pelo lado do Aeroplano. Como artista solo, Tatá lança a versão de Na Loucura & Na Lucidez, segundo disco da carreira, em versão de vinil. Ele comemora a chegada das bolachas com uma apresentação especial no Sesc Vila Mariana, nesta quinta-feira, 15, às 20h30. 

Transformar os álbuns em vinil já é uma constante na carreira de Aeroplano. O primeiro disco, lançado em 2012 e intitulado com o nome do músico, contudo, não coube inteiro no formato – precisou ser vendido em duas partes, um vinil e um compacto. Na Loucura & Na Lucidez, desta vez, foi feito para o formato. Oito canções, 42 minutos de duração. Prontinho, com seu lado A, iniciado com a canção Na Loucura, e um lado B finalizado com Na Lucidez. 

“Sou um amante de álbuns”, explica Aeroplano, cuja coleção de CDs e vinis ultrapassa as 2 mil unidades. “Eu ainda consumo muito a música de maneira física. Me sinto realizado fazendo isso (lançando em vinil). E como sou eu quem cuida de tudo, da venda, da postagem, acabo tendo contado com essas pessoas que chegam ao meu som.”

Dia 22 deste mês, no Espaço Cultural Puxadinho da Praça, é a vez de Frito Sampler tomar conta do corpo de Tatá. Ex-vocalista da banda Jumbo Elektro, Frito surgiu para Aeroplano em um sonho. “Estava numa rave, ou coisa assim. Um rapaz se aproximou de mim e disse: ‘Você que é o Frito Sampler?’. E eu respondi que era”, conta. 

A banda, hoje, não existe mais, mas Frito lançou seu primeiro álbum solo, chamado Aladins Bakunins, uma viagem sonora e psicodélica pela qual não é preciso se preocupar caso não decifre os versos cantados pelo vocalista. Frito usa um idioma próprio, chamado por Tatá de “freak pop”, mas também conhecido como “embromation”. Em poucos dias de distância, dois em um: Tatá, o homem das crônicas das noites paulistanas, e Frito, o alienígena dos causos indecifráveis. 

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