Inquérito contra Herbert Vianna é arquivado

Herbert Vianna está livre do inquérito policial que investigava uma eventual responsabilidade sua no acidente em que sua mulher, Victoria Lucy Needhan Vianna, morreu e que o deixou em cadeira de rodas, há dois anos, em Mangaratiba, litoral sul do Estado do Rio, em fevereiro de 2001. O procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu arquivar o inquérito afirmando que nele não havia provas periciais. Por essa razão, segundo o procurador, não haveria como julgar uma eventual responsabilidade do líder dos Paralamas do Sucesso na queda do ultraleve que ele pilotava.Além da falta de provas periciais, o procurador José Muiños Piñeiro Filho enumerou em seu despacho uma série de outros elementos que tornavam impossível acusar Herbet Vianna de homicídio culposo: dos nove ultraleves daquele modelo que foram comprados no Brasil, outros dois sofreram acidentes; uma investigação da fábrica alemã do ultraleve que produziu um boletim determinando procedimentos "para dar um maior raio de segurança ao vôo"; os ultraleves no Brasil não são homologados no Centro Técnico Aeroespacial, "ficando os vôos por conta e risco próprios de seus ocupantes".Ou seja, o despacho aponta que o ultraleve que Herbert pilotava no dia do acidente não apresentava segurança total. Tanto assim que a fabricante da Alemanha recomendou novos procedimentos de segurança aos donos de máquinas do mesmo modelo.O arquivamento do inquérito sobre o acidente já havia sido pedido uma vez, e negado. Agora, a instância superior do Ministério Público do Rio fechou a questão pelo arquivamento. Antes, o promotor de Mangaratiba, onde um eventual processo contra Herbet seria aberto, já havia pedido o arquivamento do inquérito com base na idéia do perdão judicial. Segundo ele, a perda da própria mulher seria algo tão doloroso que justificaria o perdão de um suposto homicídio sem intenção (culposo).O juiz de Mangaratiba não aceitou a tese do promotor e não arquivou o inquérito. Mandou então o pedido do promotor à sua instância superior. Foi então que o procurador-geral do Estado do Rio decidiu, por razões diferentes das usadas pelo promotor de Mangaratiba, que o inquérito seria arquivado.

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