Ingleses do GBH agitam cena punk

Quem teve cabelo moicano nos anos 80 sabe. A passagem da banda inglesa GBH pelo Brasil é uma dádiva punk. O grupo formado por Collin Abrahall (vocais) , Jock Blyth (guitarra), Ross Lomas (baixo) e Scott Preece (bateria) encerra amanhã e depois a turnê brasileira no Hangar 110 (Rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro, São Paulo, tel. 0-XX-11-229-7442) . "Estou adorando o Brasil e os shows têm sido muito bons´´, diz o vocalista Collin Abrahall em entrevista ao Estado. "Nossos amigos do Sepultura já tinham nos dito que o GBH era bem conhecido por aqui."Collin formou o GBH em 1980, em Birmingham, sua cidade natal. No início, os quatro membros originais - ainda na banda, com exceção do baterista Wilf - eram influenciados pelo punk rock inglês dos Sex Pistols e The Clash e pelo protopunk norte-americano dos Stooges e do MC5.Durante 1981, a banda lançou singles que alcançaram boas colocações na parada alternativa do Reino Unido. Apoiados por energéticas performances ao vivo, eles já eram expoentes do punk quando o primeiro disco chegou às lojas em 1982. City Baby Attacked by Rats é um dos registros inaugurais do hardcore, uma espécie de punk rock mais rápido e agressivo.O hardcore do primeiro disco permaneceria como base para que a banda transitasse por outras tendências do underground. Os discos seguintes apresentam influências do speedcore e até mesmo flertes com o heavy metal. O que resultou em momentos menos inspirados.O disco mais recente, Punk Junkies, lançado em 1996, celebra a volta do GHB às raízes do hardcore punk. Civilized, Hole e Impounded são algumas das várias canções rápidas e barulhentas que fazem parte do disco de 50 minutos cravados. "Deixamos de lado aquela história de metal-crossover", diz Collin que revelou ser um grande fã de Elvis Presley. "Quem sabe o GBH não toque uma das músicas dele no futuro."Segundo Collin, o repertório dos shows é composto pelas músicas desses 20 anos de carreira e canções do novo disco que a banda começará a gravar assim que voltar para a Inglaterra. "Vamos seguir a mesma linha hardcore dos velhos tempos". Ainda bem.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.