Indústria fonográfica não aposta mais em singles

Com uma música que não sai da cabeça. É assim que a maioria dos fãs faz sua primeira visita a uma loja de música, atrás de seu primeiro single. Pode ter sido I Want to Hold Your Hand, dos Beatles, I Heard it Through the Grapevine, de Marvin Gaye, Hungry Like the Wolf, do Duran Duran e até, recentemente, Bye Bye Bye, do ´N Sync. Estes tempos - até do ´N Sync - estão ficando para trás: a indústria da música está enterrando o comércio dos singles.É notório que 2001 foi um ano de desaceleração para as gigantes do mercado fonográfico. Mas para o single, o ano foi especialmente cruel, com queda de 41% nas vendas. O total de 31 milhões de unidades comercializadas em 2001 fica atrás de toda a produção pós-vinil e recua a volumes de venda dos anos 40.As gravadoras deixaram de acreditar no formato e a verificação é simples: Das 40 músicas mais populares da parada da Billboard, apenas 5 estão disponíveis como um CD single. Algumas podem ser encontradas em vinil, e a maior parte exige a compra do álbum. As gravadoras explicam-se dizendo que a margem de lucro do single é muito baixa, especialmente quando o produto se torna peça-chave das campanhas de divulgação.

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