Indústria fonográfica conta os estragos da pirataria

Esta semana, a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) lança sua publicação anual da indústria fonográfica brasileira, a partir da qual se obtém uma radiografia de como o setor se comportou durante o ano de 2002. O levantamento é contextualizado por meio de números, valores (em dólar e real), tabelas e infográficos. A nova edição do relatório anual mostra, entre outros dados, que as vendas mundiais de música no ano de 2002 tiveram uma queda de 7% em valor e 8% em unidades, em comparação aos números de 2001. Segundo a publicação, três principais fatores foram responsáveis pela diminuição na venda de CDs, entre elas, a pirataria, realizada pela "contínua substituição da venda de produtos legais por produtos falsificados ou baixados de sites não autorizados na internet".Os Estados Unidos, líder do mercado fonográfico mundial, por exemplo, apresentou queda pelo terceiro ano consecutivo: as vendas de unidades diminuíram 10% em relação a 2001. A mesma queda foi apresentada pela França, Japão, entre outros países que dominam o setor. Em meio a tanta crise, o mercado brasileiro deu sinais de crescimento no ano passado: cerca de 3,6% em valores e 1,7% em unidades, levando em consideração o mercado total de áudio. Mesmo assim, a pirataria tem influência direta nas vendas de CDs, que tiveram queda de cerca de 20% em comparação a 2001. Segundo o Instituto Franceschini de Análise de Mercado, o índice atual de pirataria no Brasil pulou de 53% a 59%.O relatório da ABPD traz algumas novidades, como a inclusão do balanço do mercado de DVD, que apresentou crescimento nos últimos anos, e a listagem dos 20 álbuns mais vendidos e as 20 músicas mais executadas no Brasil, no ano passado. Entre os álbuns mais vendidos, lidera Xuxa só para Baixinhos 3 e a canção Deixa a Vida me Levar, interpretada por Zeca Pagodinho, foi a campeã entre as mais tocadas.

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