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Imagine Dragons anuncia tour com shows no Rio e em São Paulo

Quarteto americano do vocalista Dan Reynolds vai fazer show em SP dia 18 de abril

Fernanda Brambilla, Especial para o Estado / México

21 Janeiro 2015 | 23h03

MÉXICO - Não faz nem um ano que a banda americana Imagine Dragons se apresentou pela primeira vez no Lollapalooza, em São Paulo, em show que foi considerado entre os melhores do festival (que reuniu 150 mil pessoas em dois dias), que teve Muse e Arcade Fire no line-up. Empolgados e dedicados, os músicos abraçaram a bandeira verde-amarela, declararam seu amor pelo Brasil, e fizeram seu hit Radioactive ecoar massivamente entre os dezenas de milhares de fãs. O momento “grandioso e marcante na carreira”, como lembra o vocalista Dan Reynolds, comprovava o status da banda, que havia fincado pé no cenário internacional.

Nesta quarta-feira, o grupo formado pelo compositor Reynolds, o guitarrista Wayne Sermon, o baixista Ben McKee e o baterista Daniel Platzman anunciou a nova fase, mais ambiciosa. O novo álbum, Smoke + Mirrors, será lançado dia 17 de fevereiro. Em coletiva na Cidade do México, da qual o Estado participou, a banda confirmou que a nova turnê terá dois shows no País, no dia 16 de abril, no Citibank Hall do Rio de Janeiro, e 18, na Arena Anhembi, em São Paulo. O quarteto quer pôr à prova seu cacife para grandes shows. E o novo disco, mais diverso e global, trará pitadas de música brasileira.

“Somos fãs de música brasileira, é uma grande influência”, diz Reynolds, para quem o País tem valor sentimental. “Meu pai morou no Brasil por dois anos, cresci ouvindo música brasileira. Adoro a percussão bem marcada, a melodia, e quisemos experimentar um pouco disso.”

Da primeira passagem por São Paulo, o baterista Platzman trouxe instrumentos de percussão – tambores e surdos – que foram ao estúdio para fazer parte de Smoke + Mirrors. “Ele ficou louco. É um apaixonado pelo Brasil”, contou o baixista McKee, que também tem seu conhecimento de repertório nacional. “Estudei música brasileira durante um ano, faz parte de nossa composição.” Com a cabeça, Platzman concorda: “É a harmonia, cara. É muito importante.”

O segundo tour do quarteto inclui uma passagem de um mês e meio pela América do Sul. No Brasil, eles desembarcam duas semanas após o mesmo Lollapalooza que os projetou. “Nossa vida virou uma loucura. Há quatro anos, tocávamos em bares pequenos. Há dois, tocamos para centenas de milhares. E agora, precisamos trazê-los de volta.”

E, para isso, o Dragons quer sair de viagem de maneira bem diferente da primeira vez, que Reynolds define como “um pingue-pongue louco pelo mundo”. “Planejamos muitos efeitos visuais para esses shows, e com isso não quero dizer que vai ter luz colorida e laser”, diz o vocalista.

 Para produzir Smoke + Mirrors à medida, a banda comprou uma casa em Las Vegas, derrubou paredes e montou ali seu estúdio. “Sabíamos que queríamos passar ali a maior parte do tempo possível, então pensamos em detalhes”, conta Sermon. Desenhos delicados e coloridos que imitam aquarelas, assinados pelo artista plástico americano Tim Cantor, dão ao álbum um toque lúdico. O clipe do primeiro single, I bet my life, é uma história em que o protagonista (o jovem ator Dane DeHaan, o vilão do último filme do Homem-Aranha) é arrastado pela correnteza de um rio em um cenário bucólico de montanhas.

Tudo para fazer sombra ao aclamado disco de estreia, Night Visions (2012), que surgiu três anos depois de a banda, formada por amigos, se juntar. Foram quase 4 milhões de cópias vendidas, um Grammy de melhor performance de rock, fama e contato com ídolos de uma vida.

No ano passado, o Imagine Dragons foi convidado a participar de um concerto em homenagem aos 50 anos da chegada dos Beatles à América, em 1964. “Foi o momento mais intimidante das nossas vidas”, diz Serman, pelo medo de subir ao palco e fazer feio em frente a Paul McCartney e Ringo Starr. “Fazer cover dos Beatles já é algo que nunca lhes fará justiça. Agora, cantar na frente deles foi aterrorizante.”

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