Imagem de Madonna na Catedral de Milão causa polêmica

A diocese de Milão analisa retirar uma enorme fotografia de Madonna colocada em uma das paredes da Catedral de Milão por considerá-la inadequada após a forte polêmica dos últimos dias entre a cantora e a Igreja Católica, segundo o "Corriere della Sera". Enquanto isso, mais de 400 pessoas passaram a noite na fila da bilheteria de Moscou onde teve início a venda de ingressos para o show que Madonna fará no dia 11 de setembro na capital russa. O valor dos ingressos variam entre US$ 50 e US$ 900 e não são vendidas mais do que seis entradas por pessoa. Segundo os organizadores, o valor dos ingressos para o show de Moscou são os mais baratos da turnê da cantora.Na Catedral de Milão, a artista posa em um cartaz publicitário de uma famosa marca de roupa, pendurado em uma parede lateral, em restauração, e causou polêmica devido ao debate travado em conseqüência dos shows da turnê "Confessions" - neles, a popstar encena uma crucificação, o que foi muito criticado pela Igreja Católica.Segundo o jornal, a entidade Veneranda Fabbrica do Duomo, criada em 1387 para construir e conservar a catedral milanesa, é quem decide que tipo de publicidade pode ser colocada nas paredes do templo.O diretor da associação, Benigno Morlin Visconti, afirmou que agiram de "boa fé" ao permitir há um mês a colocação do anúncio e acrescentou que, se soubesse que a turnê causaria tanta polêmica, teria pedido que a fotografia "fosse colocada em outro momento".O bispo Luigi Manganini, da diocese de Milão, afirmou que "a publicidade destinada à catedral sempre foi escolhida com grande responsabilidade; embora neste caso ninguém pudesse imaginar o que a cantora faria e diria". Manganini acrescentou que nas próximas horas se reunirá com dirigentes da Veneranda Fabbrica para decidir o que fazer com o cartaz publicitário.Madonna fez um polêmico show no último domingo em Roma - além da "crucificação", incluiu imagens de Bento XVI em uma projeção na qual mostrava outros personagens como Hitler, George W. Bush, Benito Mussolini, Vladimir Putin, Osama Bin Laden e Saddam Hussein.

Agencia Estado,

08 de agosto de 2006 | 15h02

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