Ícones do rock progressivo vêm ao Brasil

Os dois cantam, são ícones do rock progressivo inglês, têm o mesmo sobrenome e chegam ao Brasil na mesma semana. No próximo domingo, entra no palco do Credicard Hall o vocalista Jon Anderson, do Yes. No sábado, 20 de março, é a vez do flautista e cantor do Jethro Tull, Ian Anderson. Jon torce pela presença de um amigo especial na primeira fila do show: Milton Nascimento. "Somos amigos há anos. Já cantamos juntos em sua casa e espero voltar lá este ano", conta Jon. O líder do Yes também virou fã de "capoeira music". "Adoro, mas não sei dançar."Em 1985, Jon esteve no Rock in Rio com o Yes ("foi um sonho") e, em 2000, com a turnê British Rock Symphony, cantando clássicos do rock inglês. Desta vez, ele se apresenta em versão "banquinho e guitarra midi", instrumento que pode simular harpas, pianos e até uma orquestra, além de produzir, segundo Jon, "sons cósmicos". Sozinho no palco, ele cantará grandes sucessos do Yes, como Roundabout e Owner of a Lonely Heart. E promete conversar com a platéia em português. "Mas não vou contar o segredo e estragar a surpresa."Jon é obcecado por tecnologia. Todas as apresentações de sua turnê, que já passou pelos Estados Unidos em janeiro, estão sendo filmadas digitalmente para um futuro DVD. E o roqueiro de 60 anos parece uma criança quando fala de seu cenário. "O telão mostrará imagens de animação computadorizada projetadas em harmonia com a música." Depois da turnê, ele volta a se reunir com o Yes. "Após 25 discos, queremos fazer algo diferente, talvez uma trilha sonora." Jon aproveita e manda um abraço ao outro Anderson, seu velho amigo. "Ian é meu primo espiritual. Desejo boa sorte e ótimo show."É a quarta vez que o Jethro Tull toca no País. "Mas faremos um show diferente, prometo", diz Ian, bem-humorado. Ele promete tocar os sucessos Aqualung e Locomotive Breath. "Mas se você me pagar uma cerveja, toco até Stairway to Heaven", brinca. Ian acha que a cirurgia de mudança de sexo do ex-tecladista da banda, David Palmer, foi um "ato de bravura". "Ele deveria ter feito isso há 40 anos. Agora ele, quer dizer, ela, virou uma mulher muito feia." E também faz piada com o outro Anderson. "Vejo Jon como um irmão mais velho", diz Ian, só um ano mais novo. "Quando vejo alguém com mais idade que eu no palco, me sinto melhor."

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