Beatriz Perini|Divulgação
Beatriz Perini|Divulgação

Ícone do indie brasileiro, Boogarins estreia no Rock in Rio Lisboa

Com críticas positivas no ‘NY Times’ e ‘Guardian’, o grupo, nascido há 4 anos em Goiânia, fecha o Palco Vodafone nesta sexta, 21

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2016 | 03h00

LISBOA - Quando Paralamas do Sucesso subiu ao palco principal do Rock in Rio, em 1985, levou consigo os holofotes da música brasileira para o novo rock tupiniquim, que nascia e crescia entre os jovens daquela geração. Guardadas as devidas proporções, é a vez de o Boogarins, maior banda independente do Brasil na atualidade, sentir o gostinho de flertar com o pop. 

O grupo nascido em Goiânia, há quatro anos, estreia em um Rock in Rio e, tal qual os Paralamas, com destaque na programação. Benke Ferraz (guitarra), Fernando ‘Dinho’ Almeida (voz e guitarra), Raphael Vaz (baixo) e Ynaiã Benthroldo (bateria) encerram as atividades do Palco Vodafone, dedicado à descoberta de novas bandas, nesta sexta, 20, às 20h, com dois discos na conta e críticas positivas até em jornais internacionais como The New York Times e The Guardian. 

“O Rock in Rio é emblemático, e, mesmo com esse viés mais pop, a programação desse palco é atenta ao circuito mais comum dos festivais indies”, informa ainda Benke, prestes a estrear na versão lisboeta do festival. Na sexta, o Boogarins será antecedido por Pista e The Sensible Soccers. 

Desde o lançamento do segundo disco, Manual ou Guia Livre Para a Dissolução dos Sonhos, em 2015, a banda já passou por Estados Unidos e Europa, realizando 60 shows. Em junho e julho, farão uma temporada em Austin, no Texas, para iniciar as gravações daquele que será o terceiro álbum da trupe. Manual, garante Benke, ainda vai “girar” em mais shows antes da chegada do terceiro álbum. 

“Há uma conexão muito forte do público português com a gente aqui”, ele diz, sobre o retorno a Portugal. “O mercado de música underground funciona bem aqui em Portugal, tão bem quando o mainstream. Temos mais chances de nos tornarmos uma banda pop aqui do que no Brasil.” 

O REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DA ORGANIZAÇÃO DO FESTIVAL

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