Homenagem a Jim Morrison atrai centenas

Centenas de fãs do The Doors provenientes de todo o mundo marcaram encontro hoje no cemitério parisiense de Père Lachaise, onde repousam os restos mortais do líder da banda Jim Morrison. Há 30 anos que ele foi encontrado morto em uma banheira na capital francesa, supostamente vítima de overdose.Fiéis ao encontro, o tecladista do grupo Ray Manzarek e o empresário Danny Sugerman, quiseram acompanhar os peregrinos e homenagear o homem que liderou a banda e os levou à fama. Velas, flores, poemas, canções, lágrimas, gritos e presentes foram levados pelos fãs de Morrison até sua tumba, que é a mais visitada do cemitério onde estão enterrados o escritor Oscar Wilde, a cantora Edith Piaf e o compositor Frédéric Chopin, entre outros ilustres.Para evitar a repetição dos incidentes que marcaram o 20.º aniversário da morte de Morrison, as autoridades tomaram medidas de segurança, como por exemplo, registrar minuciosamente as mochilas dos fiéis e curiosos.Com um "obrigado por se lembrarem dele" Manzarek agradeceu a todos os que foram até o cemitério. "Nós só fizemos música e todos entenderam e continuam entendendo Jim Morrison e a música do The Doors, por isso hoje rendem homenagem a um poeta, a um grande artista", disse Manzarek, o homem musicou os versos do rebelde. Várias gerações estavam presentes ao tributo a quem fez do excesso uma forma de vida e quase uma religião. Sua mensagem foi algumas vezes provocativa e outras politicamente correta, sobretudo quando se referiu aos excessos de seu amigo com relação ao álcool e às drogas. Mas criticou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que "põe os drogados na cadeia, quando eles precisam mesmo é de ajuda". Manzarek não entrou em detalhes sobre a morte do amigo - cujas circunstâncias nunca foram esclarecidas publicamente, mas jogou lenha na fogueira que alimenta o mito: "Eu nunca vi o cadáver de Morrison", disse. Uma projeção de imagens quase desconhecidas do trupo e um pequeno show de Manzarek encerraram os atos do 30.º aniversário da morte do poeta e sex-symbol da segunda metade dos anos 60.

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