História da banda é tumultuada

Das muitas fases pelas quais passou o Deep Purple, esta última, iniciada em 1984 com o álbum Perfect Strangers, é a que mais tem durado - 16 anos. Do início dos anos 70, quando o conjunto gravou os antológicos In Rock, Fireball e Machine Head, até a mais recente fase, marcada pela irregularidade, a banda passou por muitas mudanças. Nos anos 70, duas formações marcaram a carreira do Deep Purple: uma com Roger Glover no baixo e Ian Gillan nos vocais, outra com David Coverdale nos vocais e Glen Hughes no baixo. Desta segunda fase, iniciada a partir de 76, destaca-se o clássico Burn. No final dos anos 70, Ritchie Blackmore, insatisfeito com as novas composições de seus companheiros, cada vez mais próximas do funk e do jazz, abandonou o barco. Para substituí-lo foi chamado Tommy Bolin, um excêntrico guitarrista, amante da música brasileira, que dois anos depois morreu de overdose.Naquele momento, o Deep Purple deixou de existir. De suas cinzas, nasceram o Rainbow, de Ritchie Blackmore, com Roger Glover no baixo e Ronnie James Dio nos vocais, e o Whitesnake, que reuniu Lord, Paice e Coverdale no mesmo time. Glen Hughes seguiu carreira solo e compôs álbuns belíssimos. Gillan gravou com o Black Sabath e também alçou seus próprios vôos. Em 1984, a formação clássica, com Ian Paice na bateria, Roger Glover no contrabaixo, Ian Gillan nos vocais, Jon Lord nos teclados e Ritchie Blackmore nas guitarras, voltou a se reunir. Gravaram Perfect Strangers, bom álbum, mas muito diferente dos anteriores. Mas Gillan e Blackmore, que nunca conseguiram equilibrar seus egos, brigaram novamente e Gillan, como nos anos 70, novamente cedeu. Saiu da banda e chamou para assumir seu posto Joe Lynn Turner. Dois álbuns foram gravados.Na década de 90 novamente tentaram reunir a formação clássica. Gravaram The Battle Rages On e, diferente do que poderia se esperar da constante briga entre Gillan e Blackmore, quem cedeu foi o guitarrista. Foi com a entrada do virtuoso Steve Morse que chegaram à atual formação. Com ela gravaram dois álbuns, Purpendicular e Abandon, o primeiro ótimo, o segundo, razoável.

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