Hilary Duff chega neste final de semana ao Brasil

Em entrevista ao 'Estado', cantora fala sobre eleições dos EUA e se confessa uma 'workaholic'

Jotabê Medeiros, de O Estado de S. Paulo,

16 de janeiro de 2008 | 18h34

Garotos, não fiquem demasiado entusiasmados com a foto ao lado. A cantora, compositora, atriz, fashion designer, proprietária de marca de perfume e ídolo adolescente Hilary Duff está numa fase Madonna, mas faz questão de mostrar todo o tempo que é uma moça de boa família, comportada, sem vícios.   Veja também: Ouça trecho de 'Wake Up', da cantora Hillary Duff  Ouça 'Someone is Watching Over Me', da cantora Hillary Duff   Ouça trecho da faixa 'Obstacle 1', da banda Interpol  Ouça trecho da faixa 'Narc', da banda Interpol    Quer dizer, quase sem vícios: em breve entrevista ao Estado, por telefone, na tarde de terça-feira, ela confessou que é uma workaholic, uma viciada em trabalhar. Só para se ter uma idéia: neste início de ano, estréiam nos Estados Unidos quatro filmes que ela estrelou, filmando na Grécia, Canadá e Estados Unidos: Safety Glass, Greta, War Inc. e a animação Foodfight (que ela dublou). E a turnê com a qual ela roda o mundo atualmente, Dignity, já passou por 30 cidades dos Estados Unidos e Canadá desde o lançamento do disco, no ano passado.   "É, acho que você pode dizer isso (que é workaholic). Trabalho muito. Mas todas as coisas que faço são coisas pelas quais tenho paixão. Tenho sorte de me manter ocupada fazendo o que gosto", disse Hilary, de 20 anos, voz de garotinha ainda. "De qualquer modo, nos próximos dois anos quero tirar um tempo para me dedicar melhor às minhas coisas pessoais."   Diferenciar-se das garotas problemáticas do pop (Britney, Amy Winehouse, Lindsay Lohan) também é uma coisa que Hilary Duff fez questão de assinalar. "Não me sinto numa prisão fazendo música pop. Eu mesma componho minha música, eu a toco com prazer. Demonstro minha responsabilidade sendo um exemplo. Não sou perfeita, cometo erros como todo mundo. Mas sou uma pessoa positiva", afirmou a cantora.   Sábado passado, a protagonista de Lizzie McGuire esteve em Monterrey, no México, e fez ali um discurso enaltecendo o papel da família e do equilíbrio pessoal. Disse que seus tempos no Disney Channel foram fundamentais para que se transformasse em ídolo adolescente, estrela de cinema e cantora.   Ela chega no fim de semana ao Brasil para shows no Rio e São Paulo da turnê Dignity, nome do disco que lançou em abril, com produção do mago do R&B, o rapper Will.i.am, do Black Eyed Peas. É um disco no qual ela se arrisca numa seara dance pop, e tenta mostrar que está mais madura (aparece morena e séria na capa).   Ela não gosta de fazer nada que possa sugerir escândalo. Mas vergonha mesmo seria se Hilary fizesse playback durante seus shows. Afinal, ela vem com 8 músicos e 4 dançarinos - é uma entourage bem expressiva para que repita um papelão como o que fez Britney, em 2001.   Hilary namora um jogador de hóquei e diz que teve boas referências do Brasil com sua banda, especialmente o percussionista Nando Raia, brasileiro que vive em Los Angeles.   Xará de Hilary Clinton, que disputa a Presidência dos Estados Unidos, a cantora foi um tanto evasiva ao falar sobre política. "Honestamente, prefiro não comentar. Será um ano excitante para o povo americano, que poderá escolher pela primeira vez entre uma mulher, Hilary, e um afro-americano, Obama. Mas não tenho certeza de qual deles eu prefiro", afirmou.

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