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Heróis do indie, Built to Spill vem ao Brasil pela primeira vez

Banda liderada por Doug Martsch se apresenta em Minas Gerais e São Paulo

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

14 Junho 2018 | 06h00

Doug Martsch, herói dos alternativos ao liderar, há 26 anos, a banda Built To Spill, já viu a guitarra ser idolatrada por gravadoras e rádios. Também viu o espaço para seu som, uma herança da entrega de Neil Young fundida com o descompromisso de formato do Pavament e as melodias tortas e melancólicas de Dinosaur Jr., desaparecer. 

O heroísmo de Martsch está, justamente, em seguir em frente. Desde 1992, quando fundou o grupo – na época, com a ideia que nunca deu certo de alternar a formação a cada álbum – ele seguiu. Não inventou a roda, mas a fez girar como poucos, nunca rápida demais, tampouco mais vagarosa do que o necessário. Assim, constituiu a consistente discografia do Built To Spill, formada por oito discos. 

De casa, em Idaho, nos Estados Unidos, Martsch atende à ligação do Estado para celebrar a primeira vez da banda no Brasil, em novembro, em uma iniciativa da parceria entre Balaclava Records e Powerline - a parceria já realizou a vinda do Wavves ao País. 

Pousarão, primeiro, em Belo Horizonte, no dia 8 de novembro, e seguem para São Paulo, com apresentação no Fabrique, na Barra Funda, no dia 9 – os ingressos para o show paulistano custam R$ 100 e podem ser comprados aqui

“Vamos fazer uma espécie de ‘greatest hits’”, brinca Martsch o vocalista e guitarrista. “A nossa ideia é tocar um pouco de cada disco nosso, já que é a primeira vez que vamos fazer essa turnê pelo Brasil.” Com isso, saiba, o Built To Spill não vai ficar sem tocar suas canções mais populares, caso de Carry The Zero e The Plan (do disco Keep It Like a Secret, de 1999), ou Liar e Goin’ Against Your Mind (de You In Reverse, de 2006).

“Na verdade, Carry The Zero acho que é a música que mais tocamos ao vivo. São poucas as vezes que não a mostramos nos shows, muito poucas.” 

No tempo dele, Martsch tem sentado no sofá da casa dele com um violão no colo e arrisca alguns trechos de música. “Às vezes, toco e assisto ao basquete”, ele diz. Quando encontra algum trecho que lhe parece bom o suficiente, registra-o em um gravador de fita cassete. “E, depois, em algum momento, vou ouvir essas gravações e ver se elas se encaixam”, ele explica.

Um novo disco da banda – agora formada somente por Martsch, Steve Gere e Jason Albertini – está em construção. “Adoraria conseguir fazer várias músicas de uma só vez”, ele admite, ri, e brinca: “Mas não tenho mais tantas ideias assim”. 

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