Helena Meirelles lança novo disco no Rio

A violeira Helena Meirelles está hoje no Rio, para um compromisso duplo, a partir das 20 horas, no bar da loja Modern Sound. Ela lança o disco De Volta ao Pantanal, e vê, pela primeira vez, cenas do documentário Helena Meirelles, a Dama da Viola, que o cineasta Francisco de Paula (Areias Escaldantes e Oceano Atlantis) finaliza para levar aos festivais de Avellaneda, na Argentina, e Trieste, na Itália. O filme, um longa que vem sendo produzido há três anos, é o terceiro sobre a violeira, que só gravou o primeiro disco aos 70 anos, mas é comparada pela revista Guitarr Player a deuses do instrumento como Eric Clapton e o rolling stone Keith Richards.Prestes a completar 80 anos (nasceu em 13 de agosto de 1924), ela está mais animada que da última vez que veio ao Rio, em maio do ano passado, para um festival de música latino-americana. Apesar de esmorecida, com a morte de seu filho caçula meses antes, fez dois shows lotados. "Foi a minha segunda passagem pelo Rio e agora será a terceira", enumera Helena. "Da primeira, há uns dez anos, eu estava preocupada porque ia tocar guarânias e música do Pantanal para o público do samba. Então, perguntei se eles estavam dispostos a me ouvir assim mesmo e todo mundo aplaudiu. O show foi ótimo e tive de repetir várias vezes, as pessoas não queriam me deixar sair do palco."Essa espontaneidade está no disco De Volta ao Pantanal, o quarto de sua carreira, gravado há menos de um mês num show em Campo Grande. Ela improvisa o tempo todo, apoiada no violão-base de seu filho Francisco Machado e no baixo de seu compadre Ailton Torres. A sanfona Zezinho Nantes (que os mato-grossenses chamam de gaita de ponto) comparece em 4 das 23 faixas. Nos intervalos, ela conversa com o público com seu jeito de matuta, ora prometendo uma performance animada em função dos aplausos que merecer, ora lembrando histórias de sua vida cheia de peripécias.

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